Entrar Via

Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 335

Giovanna ainda estava pensando em Eduardo, e demorou um pouco para reagir.

Porém, Marcelo reagiu de forma bastante intensa.

- Homem, que homem? - Questionou Marcelo.

Leopoldo também não parecia muito bem, com o rosto fechado, contou detalhadamente o que tinha visto na porta.

Incluindo o homem abrindo a porta do carro para Tatiana e o sorriso radiante dela.

Todos os detalhes que ele viu foram ditos, com suas palavras ainda carregando um sabor de raiva reprimida.

A garotinha recém-chegada à Cidade B, após poucos dias de retorno, já havia cruzado caminhos com um homem que parecia capturar sua atenção. Desprevenida, ela sorria para ele, completamente alheia ao fato de que estava prestes a ser envolvida em uma trama de enganos e ilusões.

Mesmo que a garota tenha crescido e estivesse na hora de se casar, como poderia ser tão rápido?

Ele só tinha deixado de vigiar ela por alguns dias.

Giovanna finalmente se deu conta, diante das palavras hostis de Leopoldo, e ao ver a expressão de seu marido e filho, não pôde evitar uma risada baixa.

- Ele é um amigo de Taís da Cidade R, naquele dia do acidente do concurso de culinária, ele até ajudou Taís de passagem, então nós o convidamos para vir jantar em casa esses dias. Eu vejo que esse rapaz é alto e bastante educado e ele e Taís combinam bastante. - Explicou Giovanna.

- Onde que combinam? Nossa Taís ainda é muito jovem. - Murmurou Marcelo, antes que Leopoldo pudesse retrucar, sem ousar falar alto com sua esposa, apenas reclamando no sofá ao lado. Assim, o assunto sobre Eduardo foi deixado de lado, e ele começou a reclamar sobre Tatiana. - Taís acabou de voltar, mesmo que ela vá se casar, deveria ficar mais alguns anos conosco. Com tantos homens por aí, ela deveria pelo menos escolher com calma, para que a pressa? - Disse Marcelo.

Giovanna estava ao mesmo tempo irritada e achando graça com a indignação de Marcelo.

- Eu não estou com pressa, minha opinião é que se Taís estiver feliz, não há problema em escolher um bom dia para se casar, se ela não gostar, pode ficar ao meu lado pelo resto da vida. - Explicou Giovanna.

Marcelo não teve objeções quanto à última parte, mas não concordava com a primeira, o assunto de uma garota se casar era algo muito importante, não podia ser decidido apenas porque ela gosta. Isso definitivamente não estava certo!

Então, ele reprimiu seu descontentamento e olhou pacientemente para sua esposa.

- Com a personalidade de Taís, tenho medo de que não vá funcionar. De qualquer forma, precisamos considerar a família do homem, seu caráter, sua saúde física e outras condições. Como podemos nos contentar apenas com o fato de Taís gostar dele? Olhe para o ex-marido de Taís, por exemplo. Ele tinha uma aparência refinada e bonita, mas seu caráter era questionável. Ele definitivamente não era uma boa pessoa! - Disse Marcelo.

Marcelo tinha um grande preconceito contra Lorenzo e, da mesma forma, contra Rafael, que Leopoldo havia descrito brevemente.

As palavras que ele usava podiam muito bem ser usadas num vídeo comparativo.

Por exemplo, quando se tratava da mulher que seu filho queria casar, contanto que a moça tivesse um bom caráter e o filho gostasse dela, isso era o suficiente. Não importando se a família da garota não era boa, mesmo que houvesse problemas, a família Orsi poderia lidar com isso.

- Taís acabou de voltar, como poderia se casar tão rápido? Definitivamente, não quero me despedir de minha filha assim tão cedo. E se Taís realmente se casasse com aquele Alves, você estaria disposta a aceitar querida? - Perguntou Marcelo, com a voz baixa.

Giovanna, meio irritada e ao mesmo tempo achando graça, lançou um olhar de lado para Marcelo, mas não o afastou.

- Eu não estou com pressa, desde que Taís esteja feliz, isso é o que importa. Se Taís está feliz, eu, como mãe, estou feliz. Além disso, ela só se casará, não vai cortar relações comigo. Se eu quiser que ela fique em casa, com certeza ela ficará comigo e certamente meu genro concordaria com isso. - Refletiu Giovanna.

- Eles nem começaram um relacionamento e você já está do lado dele, até chamando ele de genro! - Reclamou Marcelo.

Giovanna não estava tão satisfeita com Rafael. Nas poucas vezes que ele veio jantar, sempre trazia presentes. Embora não fossem itens de grande valor, eram extremamente significativos. Havia alguns doces tradicionais da Cidade B, que ela costumava comer quando era criança, escolhidos por serem clássicos e históricos, diferentes dos novos sabores projetados para agradar os jovens, como creme de leite e gema de ovo. Ele escolheu os pasteizinhos mais comuns, que para as crianças de hoje podem parecer um pouco fortes, mas eram uma doce lembrança da infância de Giovanna. Depois, ele também trouxe presentes para Geovane, para os dois avôs e até para Paloma. Eram pequenas lembranças, não muito caras, mas que mostravam sua sinceridade e comprometimento com a família.

Tudo isso eram detalhes, o mais importante era que o rapaz era extremamente educado em casa, sempre ouvindo atentamente quando falavam com ele. Se o assunto era de seu interesse, ele ocasionalmente participava da conversa, expressando suas opiniões. Se era algo que ele não entendia, ficava ouvindo atentamente, pronto para fazer perguntas e aprender. Não há como negar, seu comportamento realmente agradava a todos, especialmente os mais velhos.

Giovanna não tinha nada contra Rafael, apenas que sua filha ainda não havia aceitado os avanços dele, e eles ainda estavam na fase de se conhecerem. Mas, como a família dizia, não havia pressa com a moça. Afinal, ela havia retornado há pouco tempo, não se podia esperar que ela se casasse tão rapidamente. Mesmo que ela nunca se casasse, eles estariam dispostos a sustentar ela. Em comparação, o que realmente importava no momento era a situação de Eduardo.

- Edu, sobre o seu pedido de casamento, o que você está pensando em fazer? Amanhã seu pai pode acompanhar você para fazer o pedido, já que o Leo provavelmente não terá tempo, e você sozinho... - Comentou Marcelo.

- Eu sozinho sou suficiente para fazer o pedido. Quanto ao dote, eu também tenho dinheiro para dar à Gabriela, não precisam se preocupar. Quando disse que queria discutir isso com vocês à tarde, era só porque acho que casar é um assunto importante e deveria ao menos os informar. - Disse Eduardo lançando um olhar de soslaio para Marcelo, com um ar um tanto desconfortável.

O que ele queria dizer era que já havia planejado fazer o pedido de casamento e casar por conta própria. Para os pais, era apenas uma questão de os avisar.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia