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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 316

Apesar disso, as pessoas à frente ainda pareciam muito intimidadoras. Graças à presença da polícia mantendo a ordem no local e aos vários equipamentos de entrevista dos jornalistas bloqueando a frente, o caos total foi evitado.

Leopoldo olhava indiferente para a multidão, e franziu a testa.

- Bater em alguém realmente foi um erro da minha parte, mas se a outra pessoa me atacou primeiro, acho que revidar não constitui uma infração criminal, certo? Além disso... - Seu olhar incisivo lentamente se fixou em Nelson, cheio de desprezo. - Eu nunca bati no rosto dele.

Aquelas lesões todas não haviam sido causadas por Leopoldo.

Ele tinha visto Eduardo bater em alguém há alguns dias; ele sempre batia forte, mas sempre sob as roupas, de modo que ninguém pudesse ver os machucados.

Por mais tolo que fosse, ele não seria pior que Eduardo, deixando que outros vissem quando batia em alguém.

Além disso, ele nunca deixaria um homem naquele estado, mesmo um homem desprezível como Nelson.

Leopoldo observava os vários repórteres ao seu redor com um olhar sombrio.

Tal impacto na mídia definitivamente não era algo que Nelson poderia conseguir sozinho; certamente havia sido planejado com antecedência.

Mas quem estaria por trás daquilo?

Leopoldo não tinha tempo para pensar sobre aquelas questões. Ele abriu o laptop que tinha em mãos e disse:

- Sobre tudo que vocês querem saber, eu tenho tudo gravado em vídeo. Porque eu entrei em conflito com o Sr. Pinto e tive que me defender, bem como os assuntos domésticos da Srta. Wilma, tenho aqui um relatório detalhado, disponível para quem estiver no local e para os espectadores ao vivo consultarem.

Enquanto falava, Leopoldo digitava em seu laptop.

No chão, Nelson começou a tremer.

Ele sabia o que tinha feito, no fundo do seu coração. Se o que Leopoldo dizia realmente fosse verdade...

Incapaz de se conter, Nelson engoliu em seco, suas mãos trêmulas se levantaram silenciosamente, cobrindo seu ouvido direito. Aproveitando o barulho do momento, ele perguntou, rangendo os dentes:

- E agora, o que fazemos? Você disse que eu teria sucesso assim, mas eles têm cópias dos vídeos, isso não significa que tudo será exposto?

A voz logo chegou ao seu ouvido, através do fone.

Era uma voz preguiçosa, indiferente.

- Por que a pressa? Não te disse que apaguei tudo aquilo?

- Sério, apagou tudo mesmo?!

A voz de Nelson também tremia.

- Claro, você não me viu apagando tudo ontem?

- Você, não me engane, eu não entendo dessas coisas, toda essa tecnologia, eu não entendo!

Ele só queria dinheiro.

Ele só queria um pouco de dinheiro!

Se Wilma tivesse lhe dado, ele não teria que fazer tudo aquilo.

Afinal, a pensão que ele recebia todo mês era suficiente para fazer muitos de seus conterrâneos invejarem.

Mas não era o suficiente para tapar o buraco de suas dívidas, e ele também não queria tratar Wilma daquela maneira.

"Eu também não queria..." Ele pensou, tremendo. A voz do outro lado do telefone se manifestou novamente:

- Por que eu te enganaria? O que você tem de valor para eu enganar? Eu te enganaria por suas dívidas, ou pela sua doença e desleixo? Ou seria porque o dinheiro que te dei não foi suficiente?

Nelson, se lembrando de como foi espancado naquela manhã e de como seu cartão bancário subitamente aumentou em quinhentos mil, sentiu seu coração acelerar.

É, por que alguém o enganaria?

Ele falou com seriedade:

- Sr. Borges, então o que eu devo fazer?

- O que você pode fazer? Apenas faça o que combinamos originalmente, o que mais você queria fazer?

Wilma, que estava atrás dele, deu um passo à frente para se explicar, mas antes que pudesse falar, um braço erguido a impediu.

O homem nem sequer levantou a cabeça.

- Fique parada atrás de mim, não se mexa. - Disse ele.

Quanto às perguntas dos jornalistas, ele continuou a ignorar todas.

Ao ver isso, Nelson começou a chorar ainda mais alto, e apontou para Wilma.

- Você encontrou uma família poderosa e agora está abandonando seu próprio pai, não é? Wilma, seu coração é tão frio quanto o gelo, você não tem consciência, agora que se encostou em pessoas ricas despreza a pobre vila onde foi criada, não é? Sem consciência!

- Sem consciência!

A multidão que assistia também começou a ecoar as palavras de Nelson.

Wilma ficou pálida.

Ela mordeu o lábio, enquanto olhava para a pessoa à sua frente, tremendo.

Seu pai...

Aquele era o seu pai? Por que ele não a afogou quando era mais nova?

Wilma apertou os punhos, observando Nelson se debater no chão e as pessoas que se juntavam a ele, e começou a tremer.

Ela não conseguiu se conter, mesmo que Leopoldo não permitisse, ela não queria mais ficar parada atrás dele.

Assim, ela deu um passo decisivo para a frente.

Mas antes que pudesse falar, a voz grave do homem finalmente soou:

- Desculpem a espera, senhoras e senhores.

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