Giovanna esperou pelo momento certo para falar:
- Nossa cidade também tem muitos pontos turísticos interessantes, e não é uma má ideia fazer um passeio nesta época do ano. Podemos sair pela manhã, dar uma volta, e quando ficar mais quente, voltamos. À tarde, podemos ficar no quintal conversando e colhendo algumas frutas. Por coincidência, minha filha voltou para casa não faz muito tempo. Sr. Alves, se não se importar, poderíamos levar a Taís conosco, assim ela pode se familiarizar um pouco com a Cidade B.
- Eu não me importo, claro, se a Taís também não se importar. - Respondeu Rafael sem olhar diretamente para Tatiana. - Afinal, eu também não conheço bem a Cidade B, e se por acaso escolhermos um lugar ruim para visitar, não seria bom para a Taís.
Ele sabia que não podia ter muita pressa.
Se concordasse imediatamente com Giovanna, poderia acabar assustando Tatiana. Ele não queria perder todo o progresso que havia feito.
Portanto, preferiu ser retraído.
Giovanna, no entanto, não concordava com seu ponto de vista.
- Isso não é problema, enfrentar um revés é uma forma de ganhar experiência, os jovens não precisam temer serem enganados ou sofrerem prejuízos!
À medida que a filha envelhecia, era natural que sua mãe começasse a se preocupar mais com questões matrimoniais.
Embora ela não estivesse com pressa de casar Tatiana, de qualquer forma, gostaria que sua filha tivesse a companhia de um parceiro adequado para começar um relacionamento.
Afinal, se continuasse sendo importunada pelo jovem da família Borges, não seria apenas a filha que se sentiria incomodada; ela própria estava ficando irritada.
E, considerando que a família Alves não parecia inferior à família Borges, além de contar com o apoio da família Orsi e de alguns irmãos, ela via o jovem como um bom investimento.
De qualquer forma, ela desejava que sua filha tivesse companhia.
Rafael não respondeu de imediato. Ele analisou discretamente a expressão de Tatiana antes de dizer:
- Embora tenha vindo à Cidade B para passear, ainda tenho alguns compromissos com a família Alves. Só me preocupo que, por acaso, possa atrapalhar o divertimento da Taís. Se pudermos marcar um dia em que eu esteja completamente livre, aí sim, convidarei Taís para sair. Afinal, ela já disse que eu sempre posso aparecer para comer e beber de graça, então teremos outras oportunidades de sair juntos. Não é mesmo, tia?
Então, delicadamente, ele recusou o convite.
Giovanna ficou um pouco decepcionada, afinal, sua filha era muito bonita e a família Orsi era extremamente influente. O único problema era o ex-marido dela.
Se ele recusasse por causa do divórcio da filha, Giovanna poderia entender, mas isso certamente faria ela ver Rafael de outra forma. No entanto era óbvio que ele tinha interesse em Taís.
Ela olhou novamente para a expressão de sua filha e viu Tatiana com os lábios apertados, parecendo não muito feliz.
Giovanna logo entendeu tudo: o garoto estava apaixonado, mas sua filha não estava interessada. Ela tinha se esquecido de perguntar a opinião de sua filha porque estava focada apenas no que o jovem pensava. Giovanna rapidamente alterou sua abordagem, percebendo o que Rafael estava insinuando.
- Não tem problema se você não levar a Taís para sair, afinal, essa preguiçosa sempre gosta de ficar no quarto sem fazer nada, só sai quando vão atrás dela. Ela que acabaria te atrasando nos passeios.
Rafael sorriu levemente, mas decidiu não prolongar aquele assunto.
Tatiana, internamente aliviada, agarrou a mão de sua mãe e fez beicinho.
- Mãe, eu não fico o dia todo no quarto. E eu vou estar ocupada no futuro próximo. De qualquer maneira, vou ficar na Cidade B por um tempo, vou acabar me acostumando com o lugar.Era claro o que ela queria dizer. Ela não queria se casar com alguém de longe, ou talvez nem queria se casar. Era uma maneira de rejeitar os planos de sua mãe.
Quanto a Rafael, ele ainda não tinha expressado seus pensamentos, então não era uma rejeição direta. Foi como uma rejeição silenciosa. Rafael parecia um pouco triste, mas não mostrou mais nenhuma emoção, apenas fingiu que não havia percebido.
Giovanna não mencionou nada disso, apenas sorriu e tocou gentilmente a testa de Tatiana.
- Você é tão bobinha.
Suas palavras tinham um significado muito claro, mas ela não disse mais nada.
Se a garota não quisesse, ela naturalmente não iria forçar.
Ela e Marcelo se casaram por amor, e ela desejava que sua filha fizesse o mesmo.
O jovem da família Alves parecia ser uma boa pessoa, um homem confiável, mas se Taís não gostava dele, não havia nada a ser feito.
- Taís, você finalmente chegou, estava morrendo de fome... - Pedro abriu a porta apressadamente, mas seu olhar parou abruptamente ao ver o homem ao lado dela, e a casualidade dispersa em sua postura se recolheu completamente. - O que você está fazendo aqui?
Sua mudança abrupta de comportamento demonstrou como ele ficava desconfortável na presença de Rafael.
Tatiana se lembrou que os dois irmãos pareciam ter desavenças desde a última vez no Restaurante Aroma.
Mas como não havia dado muita atenção na época, acabou esquecendo do fato.
De repente, seu belo rosto mostrou um vislumbre de embaraço.
Justo quando ela ia se explicar, Rafael falou:
- Minha presença te interessa tanto assim?
Pedro soltou uma risada sarcástica.
- Você pode parar com esse joguinho? Já é falso o suficiente, não se cansa de usar máscaras?
Rafael não se incomodou com a acusação dele, e levantou levemente a marmita que segurava.
- Vim acompanhar Taís que veio trazer o jantar de vocês.
A expressão de Pedro ficou ainda mais feia.
"Taís. Como ele ousa chamar ela assim?"
Ele olhou para Rafael com um olhar sombrio e zombou:
- Desde quando você e Taís ficaram tão íntimos? - Ele olhou para a marmita. - O que eu fiz para receber uma visita do grande Sr. Alves?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia
Capítulo 535… Diz que o livro está cheio concluído, mas não está...
Por favor, continuem esse livro!...