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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 289

Tatiana acordou no caminho de volta para a Mansão dos Orsi.

Já estavam quase chegando à mansão, e o carro havia se afastado do barulho da cidade. Pela janela, só se via árvores exuberantes e verdes, uma visão que acalmava o coração.

Ela ficou olhando pela janela por um tempo, até que seu cérebro finalmente começou a funcionar, e ela lentamente se lembrou do que havia acontecido.

Primeiro, ela tinha ficado sentada no hospital por muito tempo. Depois, seguiu Leo para descer as escadas e depois disso não se lembrava de mais nada.

Como ela acabou dormindo no carro?

Antes que Tatiana pudesse fazer a pergunta, Leopoldo falou primeiro.

- Irmã acordou? Tem água e lanches no compartimento secreto do carro, se estiver com fome, pode pegar para comer. Ainda faltam uns dez minutos para chegarmos em casa. - Disse Leopoldo.

Ela tinha acabado de acordar e não estava com fome, mas sua boca estava seca.

Então, ela pegou uma garrafa de água e bebeu alguns goles para umedecer a garganta.

- Leo, quando eu adormeci? Como é que, de repente, estamos quase chegando em casa? Eu não estava no hospital há pouco? - Questionou Tatiana.

Leopoldo lançou um olhar para ela e, se lembrando dela no hospital, sonolenta, agarrando a barra de sua camisa, sentiu uma onda de ternura.

- Você estava muito cansada. Quase caiu dormindo quando saímos do hospital. Eu te ajudei a entrar no carro e você provavelmente dormiu por uns vinte minutos. - Respondeu Leopoldo.

Com esse lembrete de Leopoldo, Tatiana finalmente se lembrou de algo.

Ela achou um pouco embaraçoso.

“Como alguém consegue dormir enquanto anda?”

Pelo menos só Leo sabia disso e ele não iria zombar dela.

Mesmo assim, Tatiana sentiu um pouco de constrangimento e não falou mais nada, segurando a água e olhando para fora da janela, perdida em pensamentos.

Ela estava consciente, mas cada vez que tentava pensar sobre alguma coisa, parecia haver demais para processar.

A competição de culinária interrompida, o incêndio, Lorenzo no hospital e seu avô.

Todas essas coisas pareciam um emaranhado de fios em sua mente, começando a se enredar.

Como se houvesse uma conexão telepática entre irmãos, Leopoldo, que estava dirigindo, começou a falar suavemente.

- As questões no Restaurante Flower já foram entregues à polícia e o departamento de relações públicas do Grupo MRC está cuidando da opinião pública. Não vai causar problemas. Quanto à saúde do seu avô, não há motivo para preocupação. Ele só sofreu algumas queimaduras, e segundo ele, as lesões que teve quando estava aprendendo a cozinhar eram bem piores. A única coisa realmente complicada é provavelmente Lorenzo Borges. Irmã, você sabe como está a saúde dele agora? - Perguntou Leopoldo, desligando o carro para ver a reação de Tatiana.

Se fosse outra pessoa a salvar o avô, as famílias Orsi ou Siqueira fariam tudo para garantir sua recuperação.

Mas essa pessoa era Lorenzo.

Pensando nos sofrimentos passados da irmã, Leopoldo quase desejava jogar mais sal em suas feridas.

Gratidão e ressentimento se entrelaçavam, criando uma situação complicada.

Tatiana também achava difícil lidar com isso.

- Vamos falar sobre isso amanhã. Afinal, ele ainda não saiu da sala de emergência. Vamos esperar para ver como ele estará amanhã. - Disse Tatiana.

Ela desafivelou o cinto de segurança, saiu do carro e decidiu deixar as preocupações para depois, se sentindo imediatamente mais leve.

Não há nada que um bom sono não possa resolver.

Se houver, então durma um pouco mais.

Leopoldo concordou com ela e, enquanto ela entrava, deu um leve tapa em sua cabeça.

- Certo, falamos sobre isso amanhã. Quando chegarmos em casa, não fale sobre isso com Giovanna. Vá para a cozinha, tome um pouco de sopa e descanse bem. - Orientou Leopoldo.

Tatiana ia dizer que não estava cansada e não precisava descansar, mas, pensando melhor, concordou com um aceno de cabeça.

Ela queria um momento sozinha para pensar sobre seu relacionamento com Lorenzo.

Ela não entendia.

Antes, ela o tratava com tanto carinho e ele sempre a rejeitava impacientemente.

Por sorte, Alê estava por perto. Se houvesse algo errado na internet, ela poderia pedir a Alê para lidar com isso.

Quanto a Lorenzo, ela já tinha decidido lidar com isso no dia seguinte.

Assim, Tatiana abriu um aplicativo de mídia social e viu que o Festival Gastronômico da Cidade B e o Restaurante Flower estavam nos assuntos mais comentados.

Sem mencionar a promoção do concurso gastronômico do Restaurante Flower, o incêndio de hoje era um incidente significativo, um problema social. Era normal que estivesse sendo discutido.

Tatiana primeiro deu uma olhada na tendência quente do Restaurante Flower.

Assim que viu, ficou chocada com as notícias.

A postagem fixada no topo era um comunicado da polícia, que após investigação no local, confirmou que o incêndio durante o concurso do Restaurante Flower foi um ato de incêndio criminoso, e não um acidente.

“Ato criminoso.”

Tatiana franziu os lábios.

Não sabia por quê, mas sempre sentia que esse acidente estava relacionado a ela.

Como naquela vez em que Elio quase perdeu a vida nos Misty Mountains devido a uma armadilha, também foi um ato humano.

Mas ela rapidamente descartou esse pensamento, murmurando para si mesma que estava apenas especulando sem motivo.

Ela ainda não havia tornado público seu parentesco com a família Siqueira. Mesmo que fosse um ataque direcionado às pessoas ao seu redor, por que seriam tão estúpidos a ponto de mirar no Restaurante Flower?

Além disso, exceto por Carolina e Lorenzo, ela não tinha problemas com ninguém.

Carolina ainda estava no hospital por causa do acidente de carro suicida anterior.

E Lorenzo quase perdeu a vida neste acidente, então definitivamente não foi ele.

Em comparação, as especulações dos internautas pareciam mais críveis.

Provavelmente era inveja de alguns concorrentes, que não suportavam ver o sucesso do Restaurante Flower e, por isso, arriscaram o destruir.

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