Ao pensar que esta era a garota de quem seu filho gostava, Giovanna já a considerava como sua futura nora em seu coração e, sem conseguir se segurar, queria se familiarizar e entender mais sobre ela, se aproximando ainda mais.
Wilma, por outro lado, ficou um pouco assustada com o olhar direto e gentil de Giovanna:
- Sra. Giovanna, eu acho que não seria apropriado ficar para o jantar. Além disso, a Srta. Taís disse que íamos passear juntas. Ela tem que ir ao aeroporto pegar um amigo à tarde, talvez não tenhamos tempo.
- Com esse calor, onde vocês vão passear? - Reclamou Giovanna. - Sair para brincar no calor é demais, vocês duas são tão delicadas, e se queimarem a pele? Se for para ir ao shopping, não são todos iguais pelo país? Até no exterior é quase a mesma coisa, onde ela não foi? Na minha opinião, é melhor ficar aqui no jardim, colhendo frutas, fazendo companhia para esta velha e para este pequeno.
Dizendo isso, Giovanna apontou para a cabeça do pequeno Geovane:
- Não é, estudante Geovane?
Tatiana sabia o que Giovanna estava planejando e apenas sorriu, sem dizer nada. Afinal, seu objetivo também era entender mais sobre Wilma, esperando se aproximar dela. Quanto a onde ir, isso realmente não importava.
Além disso, pela reação de Wilma, parecia que ela daria prioridade à opinião de Geovane. Contanto que Geovane dissesse algo, Wilma concordaria.
E foi o que aconteceu. Depois de Giovanna bater levemente na cabeça de Geovane e ele responder baixinho, Wilma também concordou, com um aceno de cabeça:
- Tudo bem, os convidados devem respeitar a vontade do anfitrião, eu vou seguir o seu plano.
Tatiana olhou mais profundamente para Wilma e Geovane, avaliando-os, mas sem evidências, ela não podia simplesmente perguntar a uma solteira se ela já teve filhos antes. Ela só poderia guardar suas suspeitas.
Giovanna não percebeu o comportamento estranho de Tatiana, e simplesmente achou que Wilma era uma garota fácil de lidar e de temperamento gentil, gostando cada vez mais dela:
- Você também não precisa ser tão formal, você é amiga de Taís, então me chame de tia. Esses títulos formais são apenas convenções sociais, estou cansada de ouvi-los. Você não pode mais me chamar assim, senão vou ficar chateada.
Wilma não conseguia evitar o riso, olhando nos olhos gentis de Giovanna, sentiu um calor no coração.
"Se minha mãe estivesse aqui comigo, será que seria tão carinhosa quanto esta senhora?", pensou.
Mais do que isso, um desejo brotou em seu coração, quase se deixando levar pela fantasia de já estar casada com Leopoldo, vivendo harmoniosamente com a família Orsi.
Mas ela sabia que era apenas um sonho. Com tantos problemas sobre ela, mesmo que Leopoldo quisesse casar, trazer tantos incômodos para a família não valeria a pena. Ainda assim, todos guardam um pouco de fantasia em si.
- Tia Giovanna. - Mesmo sabendo que não poderia se aproximar mais da família Orsi, Wilma ainda desejava deixar uma boa impressão para Giovanna.
O rosto de Giovanna se iluminou com um sorriso:
- Que carinhoso! Você deve visitar sua tia mais vezes.
Sem se importar com Tatiana, ela levou Wilma ao pomar, onde as frutas estavam abundantes. Enquanto colhiam, Giovanna tagarelava:
- Minha saúde não está das melhores, e meus três filhos estão sempre ocupados. Meu filho mais velho, Leo, até trabalha na empresa nos fins de semana; Edu tem um temperamento difícil, também falhamos com ele, o que o tornou rebelde, agora nem quer voltar para casa; Taís é a caçula, passou por muitas dificuldades e só recentemente voltou para casa, mas nem parece querer ficar com esta velha...
- Mãe, você está exagerando, eu gosto de ficar com você. - Tatiana, ao ouvir isso, não pôde deixar de se defender. - Desde que voltei, visitei a Mansão dos Orsi todos os dias, não me acuse injustamente!
Mas, falando de assuntos sérios, ela sabia diferenciar o importante do secundário e não questionou mais sobre a empresa. Após algumas palavras com Leopoldo, ela estava prestes a desligar.
Antes de encerrar a ligação, ela se lembrou de algo e chamou Leopoldo:
- Ah, Leo, você tem procurado pela mãe do Geovane nos últimos anos, encontrou alguma pista?
Leopoldo pareceu surpreso com a pergunta:
- Por quê?
- Só curiosidade. - Tatiana não revelou suas suspeitas, achando melhor não falar.
Se ela adivinhasse a verdade, também não saberia como Leo veria Wilma, e menos ainda como seus pais a veriam. Uma mãe que dá à luz um filho e depois o abandona, por que faria isso? Se a suposição fosse falsa, por que ela seria tão gentil com Geovane? E se ela e Leo tivessem seus próprios filhos, continuaria sendo tão boa com Geovane? Além disso, essas perguntas precisam de respostas? Leopoldo não insistiu, apenas disse:
- Só investigamos com base nas câmeras de segurança do hotel, mas infelizmente não encontramos nenhuma pista, então por enquanto vamos deixar isso de lado. Afinal, o resultado não é tão importante.
Um homem que nunca viu aquela mulher, uma mulher que abandonou seu filho, por que ele gastaria energia para procurá-la tão dedicadamente? Era apenas curiosidade, somada ao fato de que Geovane frequentemente pedia pela mãe, que o levou a mandar alguém perguntar novamente.
O resultado da busca foi o mesmo de antes.
- Foi Wilma quem perguntou sobre Geovane? - Leopoldo perguntou novamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia
Capítulo 535… Diz que o livro está cheio concluído, mas não está...
Por favor, continuem esse livro!...