Felizmente, Wilma, que havia acompanhado Leopoldo por muitos anos e testemunhado vários eventos importantes, conseguiu manter a calma apesar da agitação interior. Ela cumprimentou os três presentes com um sorriso educado e se sentou no lugar designado por Tatiana para o café da manhã.
Havia outra pessoa à mesa que Wilma não reconhecia, mas ela supôs que essa pessoa também deveria ser alguém importante, parecendo um pouco com Elionay, provavelmente outro irmão da família Orsi.
Sem fazer muitas perguntas, Wilma começou a comer silenciosamente. Ela mal tinha tempo para falar, já encantada pelo delicioso café da manhã. Ao morder o torrada com queijo, o sabor delicioso se espalhou imediatamente pela sua boca. O presunto estava saborosamente salgado, os ovos mexidos macios e suculentos, e o queijo cremoso. Até o chocolate quente na xícara era excepcional, com um aroma intenso que aguçava o apetite.
A temperatura da manhã ainda estava um pouco fria, e um gole da bebida quente aqueceu todo o seu corpo.
Wilma estava desfrutando muito o café da manhã, nunca havia provado algo tão delicioso antes.
Os outros à mesa, observando a comida saborosa, de repente acharam seus próprios cafés da manhã insatisfatórios. Especialmente Eduardo, até o pão que ele estava acostumado a comer parecia seco e difícil de mastigar. Quando Tatiana trouxe mais duas porções de café da manhã fumegantes, Eduardo imediatamente endireitou as costas, fixando o olhar em Tatiana.
Infelizmente para Eduardo, Tatiana não estava prestando atenção nele. Ela estava segurando uma torrada com presunto, uma para si mesma e a outra para Emanuel:
- Manu, o café da manhã que você tomou antes pode não ter sido suficiente. Se ainda estiver com fome, me avise que eu faço mais alguma coisa.
Emanuel geralmente estava muito ocupado. Durante os dois meses em que eles ficaram na mansão de Emanuel, ele nem sequer havia retornado uma vez. Naturalmente, Tatiana o havia esquecido desta vez. Sua própria porção era muito menor do que a de seus irmãos, e ela sabia que não seria suficiente para Emanuel. Por isso, ela voltou à cozinha para preparar mais um pouco.
Emanuel, saboreando lentamente sua bebida quente, pausou por um momento e piscou ao olhar a comida que foi colocada diante dele:
- Tá bom, obrigado, irmã. - Ele, protegendo sua comida, puxou o café da manhã recém-preparado para mais perto de si e sorriu para Tatiana.
Tatiana sorriu também, segurando a emoção dentro de si.
Manu sorriu para ela! Parece que não está mais tão distante como ontem, a relação entre irmãos está mais próxima!
Tatiana tentou não mostrar demais sua emoção, mordeu um pedaço de torrada e, como se fosse por acaso, começou a falar com Wilma ao seu lado.
Eduardo, sentado do outro lado, já não aguentava mais, batendo com seu dedo indicador longo na mesa.
- Taís, você começa a rejeitar os antigos quando gosta de alguém novo, hein? Suas habilidades estão melhorando, não é?
- O que tem eu? - Tatiana, interrompida enquanto tentava se aproximar da cunhada, olhou insatisfeita para Eduardo.
- Ainda pergunta? Em Cidade R você só pensava em Elionay e Alê, agora que voltou para Cidade B, só tem olhos para Manu, né? Eu e Elio somos invisíveis? - Eduardo, furioso, olhava para sua comida como se não fosse para humanos, e jogou seus talheres. - Então vou voltar para Cidade R mais tarde, não finja que quer que eu fique.
- Não seria ruim, já que a irmãzinha também tem companhia. - Sem esperar Tatiana responder, Emanuel, que terminava seu chocolate quente e comia sua torrada, de repente falou. - A empresa do Edu fica longe, em Cidade R, trabalhar sempre online não é tão conveniente, acho bom você voltar logo para lá.
A voz calma de Emanuel bloqueou as palavras de Eduardo.
Depois de um momento, Eduardo, incapaz de se conter, xingou.
Droga!
Que tipo de bom irmão é esse?
Maldito complexo de irmã e possessividade.
Eduardo, sem mais vontade de falar, pegou seus talheres novamente e furiosamente cutucou seu prato com a metade restante de um pão com geleia, achando cada vez mais desagradável.
Realmente, ficando cada vez mais exigente.
Tatiana, vendo Eduardo frustrado, não pôde evitar um sorriso discreto e, em vez de olhá-lo, se virou para Elionay:
- Elio, quer experimentar a torrada que eu fiz? Ainda é com os ingredientes que Paloma comprou ontem, trouxe um pouco mais para casa e ainda sobrou bastante.
Elionay, embora não tenha reclamado como Eduardo, também queria provar aquela comida. O aroma delicioso já havia sobrepujado o sabor das refeições dele e de Eduardo, e mesmo quase satisfeito, ainda despertou seu apetite. Ele não resistiu e acenou com a cabeça:
- Pode me fazer um favor, irmã? Mas não precisa ser muito, só quero provar.
- Sem problema, um pouco no forno e está pronto. - Tatiana se moveu rapidamente, e em pouco tempo trouxe uma torrada.
Era apenas uma.
Olhando para as pessoas nesta mesa de jantar, se pode dizer que são todas destaques em suas áreas, algo que ela jamais poderia comparar. Os irmãos da família Orsi têm personalidades interessantes, de fato.
Tatiana não sabia o que Wilma estava pensando, interpretando seu sorriso como timidez e não continuou a brincadeira.
Originalmente, ela queria sugerir que Wilma e Leo ficassem juntos, para que Wilma pudesse saborear sua culinária todos os dias. Mas, mudou de ideia, preocupada que agir com pressa pudesse causar um efeito indesejado. Se assustasse a sua futura cunhada, Leo certamente a repreenderia. Assim, ela mudou de assunto:
- Wilma, se já terminou de comer, que tal darmos uma volta? Vamos buscar meu sobrinho primeiro e decidir onde ir pelo caminho.
Ao mencionar Geovane, Wilma mostrou uma expressão mais suave:
- Claro.
Eduardo, que estava sendo ignorado, finalmente não aguentou:
- Taís Orsi, acho que realmente vou precisar comprar uma passagem de volta hoje.
- Edu, deixei um prato para você na cozinha. Vá pegá-lo! Se voltar para Cidade R hoje, não pense em comer minha comida novamente! - Disse Tatiana, já saindo com Wilma.
Eduardo resmungou:
- Quem tem medo de você? Você acha que pode ameaçar seu irmão? - Falou, se levantando e indo em direção à cozinha com passos largos.
Tatiana, com as chaves do carro na mão, saiu com Wilma:
- Wilma, esta tarde preciso buscar um velho amigo no aeroporto. Pode ficar de olho no meu sobrinho por um tempo?
- Com prazer. - Wilma respondeu alegremente.
“Se eu puder ficar um pouco sozinha com a criança, faço qualquer coisa.” Ela pensava sorrindo, quando o toque do celular soou. Wilma olhou para o telefone e seu sorriso desapareceu instantaneamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia
Capítulo 535… Diz que o livro está cheio concluído, mas não está...
Por favor, continuem esse livro!...