Wilma finalmente levantou a cabeça para olhá-lo, encontrando diretamente seus olhos:
- Eu já tenho alguém que gosto.
Ela falou com um tom sério e repetiu a frase.
Todo pensamento de Leopoldo foi cortado por essa frase, sem conseguir pronunciar uma palavra sequer.
Ele ficou em silêncio, sua expressão forçadamente agradável desapareceu completamente, exalando um frio que era mais cortante que o vento do rio. - É verdade? - Depois de um longo tempo, uma voz fria e seca finalmente saiu de sua garganta.
A face de Wilma também estava extremamente pálida:
- É verdade! - Ela disse com dificuldade, forçando um sorriso fraco em seu rosto pálido. - Por que eu mentiria para você? Não há necessidade disso, certo? Normalmente, todas as mulheres desejariam namorar o Presidente Leopoldo. Se eu não tivesse alguém de quem gosto, como poderia rejeitar seus avanços?
O filho mais velho do homem mais rico da Cidade R, o herdeiro do Grupo MRC.
Não, deveria dizer o atual líder do Grupo MRC, já que agora o presidente é Leopoldo, não mais o Sr. Orsi, que passa a maior parte do tempo em casa com a esposa.
"Quem recusaria o presidente do Grupo MRC? Só uma tola," pensou Wilma, zombando de si mesma.
Mas ela preferiria ser essa tola. O seu amor deveria permanecer enterrado apenas em seu coração.
A noite ficava mais densa, e o vento ao lado do rio mais frio.
No silêncio tenso, Wilma não pôde evitar um arrepio, esfregando inconscientemente os braços.
- Desculpe. - Leopoldo deu um passo para trás, aumentando a distância entre eles. - Fui intrusivo esta noite, não sabia que você já tinha alguém. Desculpe por incomodá-la.
Os gestos e palavras de Leopoldo eram claros, ele não insistiria mais nela.
Embora fosse o resultado que Wilma queria e provocou, ela não se sentia aliviada, apenas com uma sensação opressiva no peito.
Ela rejeitou pessoalmente a pessoa que gostava, pensando, "Talvez eu sinta falta deste dia depois de muitos anos."
Aquele homem que ela amava confessou seus sentimentos, mas infelizmente foi rejeitado por ela, e ela não se arrependeria.
Ela nunca se arrependeria de recusar um amor que não teria futuro.
Seja chamada de covarde ou acusada de não ter a coragem de tentar, ela não se arrependeria.
Porque ela não só temia que essa felicidade não tivesse um final, mas também temia causar problemas a ele.
Ela o amava tanto! Como poderia permitir que sua família, tão fragmentada, causasse problemas a Leopoldo?
Ela não podia suportar isso.
Covarde, insegura, fraca e incapaz, ela só podia usar essa maneira tola para poupar ele dos problemas.
"Outros enfrentam conflitos familiares após o casamento, mas eu posso ter problemas com Leopoldo só de namorar, não, talvez amanhã, meu desprezível pai cause problemas a Leopoldo." Pensando nisso, o rosto de Wilma ficou ainda mais perturbado:
- Presidente Leopoldo, sobre minha demissão...
- A pessoa que você gosta, eu a conheço? - Leopoldo a interrompe, não querendo ouvir nada sobre ela deixá-lo.
Wilma ficou surpresa, sem saber o que responder. A pessoa que ela gostava era o próprio Leopoldo, ela deveria dizer que ele a conhecia? Optou por ficar calada, ignorando sua pergunta:
- Por favor, espere um momento. - Disse Leopoldo, detendo ela quando ela se virava para ir embora. Ele tirou o casaco e o estendeu a Wilma. - Está frio à noite, e lembro que seu bairro fica um pouco distante daqui.
Wilma não atendeu, e Leopoldo simplesmente colocou o paletó em suas mãos:
- Embora você já tenha alguém que gosta, minha atitude pode parecer inapropriada, mas a saúde é mais importante, e seu amado provavelmente não se importará. Vista ele você mesma, eu não vou te levar para casa.
A relação entre os dois já estava clara, e Leopoldo não fez nenhuma tentativa de intimidade excessiva.
Wilma sorriu para ele:
- Então, obrigada, presidente Leopoldo. - Ela estava realmente um pouco fria, então não recusou o casaco que Leopoldo lhe ofereceu.
O paletó ainda retinha o calor do corpo de Leopoldo, e ao ser colocado sobre seus ombros também trouxe um calor ao seu coração, com um leve aroma fresco que ainda permanecia na roupa. Wilma se sentiu completamente satisfeita.
Mesmo que não pudesse se casar com ele, o que importava? Ela já sabia que a pessoa que gostava também gostava dela, e ele até tirou o casaco para protegê-la do vento. Isso já era suficiente para ela se lembrar pelo resto da vida.
Que felicidade!
É uma pena que o caminho seja tão curto e o tempo passe tão rápido, e logo chega o momento da despedida.
Leopoldo parou:
- Sobre o seu pedido de demissão, eu espero que você reconsidere. O Grupo MRC não pode garantir que está em primeiro lugar em termos de benefícios para os funcionários, mas estamos bem classificados na Cidade B. Desde que você se formou na universidade, tem um contrato conosco, sendo uma funcionária antiga. Ainda há espaço para desenvolvimento se você se esforçar mais. Se for por minha causa... - Leopoldo hesitou, mas finalmente fez uma escolha. - Se for por minha causa, você pode solicitar uma mudança de trabalho, e eu contrato outro assistente. Você está familiarizada com os negócios da empresa, com certeza se sairá bem em outro departamento. Se você achar que está cansada, também pode tirar um tempo de folga, pense nisso.
De fato, deixar o Grupo MRC seria uma escolha ruim, mas Wilma não conseguia pensar em uma solução melhor.
- Presidente Leopoldo, eu... - Ela estava prestes a explicar a Leopoldo quando viu, pelo canto do olho, uma mulher saindo do carro de Leopoldo, e ela estava saindo do banco do passageiro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia
Capítulo 535… Diz que o livro está cheio concluído, mas não está...
Por favor, continuem esse livro!...