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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 226

Na Cidade B, à beira-mar.

As águas dos rios convergiam para o vasto oceano, e o edifício do Grupo MRC se situava próximo à foz do rio, junto ao mar.

O carro já estava em movimento há algum tempo, e através da janela, era possível avistar a ponte que cruzava o rio.

À medida que a velocidade do carro aumentava, Nelson finalmente percebeu que algo estava errado e, nervoso e assustado, se agarrou ao assento do passageiro, tremendo.

- Minha querida filha, você não pode fazer nenhuma loucura, olha só como você é bem-sucedida agora, e ainda por cima bonita. Morrer junto comigo não vale a pena! Podemos falar sobre o dinheiro depois, a vida em primeiro lugar, a segurança em primeiro lugar! - Exclamou ele.

Wilma soltou uma risada fria.

Aquele homem medroso e egoísta ao menos falou algo sensato. Morrer com ele realmente não valia a pena.

Ela ainda não tinha visto seu filho crescer adequadamente, por que deveria morrer junto com aquele desgraçado?

Sua avó a criou com dificuldade, coletando itens recicláveis, ela não podia morrer ao lado daquele homem.

Morrer junto com ele seria uma injustiça para si mesma, e ainda mais para aqueles que a criaram.

A vida, ela iria valorizar, mas ela não daria aquele dinheiro!

Wilma não falou mais nada. O homem sentado no banco de trás, talvez realmente temendo que ela fizesse alguma loucura, finalmente fechou a boca.

Meia hora depois, o carro chegou perto de um complexo residencial.

Na Cidade B a noite chegava cedo, e mesmo no verão as luzes se acendiam mais cedo do que nas outras cidades.

O complexo residencial era bem mais antigo do que os altos edifícios do centro da cidade, com prédios de apenas seis andares, sem elevador.

A maioria dos residentes eram inquilinos ou idosos, preservando suas antigas casas.

Aquele foi o primeiro apartamento que Wilma alugou após começar a trabalhar para o Grupo MRC.

No início, ela compartilhava o apartamento com outras pessoas, e vivia no menor quarto disponível.

Depois que a colega de quarto se mudou e ela acabou tendo uma relação sexual acidental com Leopoldo, resultando numa gravidez inesperada, ela decidiu alugar o pequeno apartamento de dois quartos e uma sala por inteiro. Mais tarde, quando se estabilizou no Grupo MRC, se mudou para um lugar mais próximo da empresa, mas continuou alugando o apartamento. Aquele lugar guardava as memórias dos dias difíceis em que estava grávida, e dos únicos momentos que passou com o filho. Ela não queria desistir do aluguel e partir, temia esquecer aqueles breves momentos que passou com a criança.

Três anos atrás, quando o proprietário decidiu emigrar e lhe pediu para desocupar o imóvel para a venda, ela pensou um pouco e decidiu comprar a propriedade pelo preço de mercado de um imóvel usado, pagando à vista. Naquele momento, sua avó tinha acabado de falecer.

Nelson a ameaçou, se recusando a enterrar a avó a menos que ela lhe desse uma quantia em dinheiro e assinasse um acordo para pagar uma pensão mensal. Após pagar, ela enterrou a avó, que tinha ficado em casa por alguns dias. A compra do apartamento consumiu quase todas as suas economias, e ela ainda ficou devendo a amigos. Felizmente, o salário e os benefícios do Grupo MRC eram bons, e os bônus anuais e prêmios a ajudaram a se estabelecer rapidamente na Cidade B.

Os transeuntes ao redor, ao ouvir a história, lançavam olhares de simpatia para Wilma, e se afastaram, afinal, era um assunto de família e não podiam ajudar muito.

No entanto, esses olhares ainda faziam Nelson se sentir tão envergonhado que ele mal conseguia levantar a cabeça.

- Você sabe muito bem que seu irmão não tem capacidade. Não consegue nem entrar em uma universidade decente, e o trabalho dele também não é nada demais. Além disso, ele vai se casar e precisa comprar carro e casa. Hoje em dia, as meninas já começam pedindo carro e casa. Como eu poderia pedir dinheiro a ele?

- Ele quer comprar carro e casa, mas eu não preciso pagar meu carro ou comprar minha própria casa? Por que eu deveria pagar as dívidas de alguém que quase arruinou minha vida? - Questionou Wilma.

Mas Nelson ainda acreditava ter razão.

- Pra que uma moça como você vai querer comprar carro e casa? É só se casar com alguém e pronto. Aqui na Cidade B tem tanta gente rica, e você é bonita. É só escolher um rico que sua vida estará feita...

Sob o olhar sombrio de Wilma, a voz de Nelson foi diminuindo. Ele ainda queria dizer que seria melhor encontrar alguém mais velho, pensando que talvez a pessoa morresse logo e deixasse toda a herança para eles, mas acabou não dizendo nada.

Nelson esfregou as mãos, tentando parecer mais amigável.

- Eu só estava brincando. Pessoas ricas não se interessariam por nós. Mas filha, você já não é tão jovem, deveria pensar nisso. Você ainda se lembra daquele que tem a loja de frutas na nossa cidade...

- Ainda dá tempo de comprar uma passagem e voltar agora. Tem um trem direto às dez da noite. Eu te aconselho a voltar para onde veio. - Interrompeu Wilma friamente.

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