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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 204

A expressão de Eduardo já estava completamente sombria, mas Marcelo ainda não havia percebido, e continuou falando com a mesma atitude:

- Antes, sua irmãzinha estava na Cidade R, e você tinha alguém para cuidar de você lá. Agora que Taís voltou, toda a nossa família está em Cidade B. Você não deveria ficar sozinho na Cidade R. Escolha um momento para trazer a empresa de volta para cá. Não me oponho ao seu envolvimento no mundo do entretenimento...

Sem esperar que Marcelo terminasse, Eduardo o interrompeu friamente:

- E desde quando eu preciso da sua permissão?

Marcelo ficou momentaneamente estático com a resposta dele.

- O que você disse?

Eduardo alterou seu tom e falou:

- Eu disse que não preciso da sua permissão para fazer o que quero.

Seus olhos frios estavam fixos em Marcelo, e ele exalava arrogância e teimosia.

Tatiana, que estava perto dele, estendeu a mão e puxou seu braço, esperando que Eduardo controlasse suas emoções.

Mas assim que seus dedos tocaram a manga de sua camisa, Eduardo a afastou com força. Ele se levantou do sofá e disse friamente:

- Desde quando você se importa comigo? Já que nunca se importou, acha que tem algum direito de mandar em mim?

Leopoldo foi quem o criou, e nem mesmo ele disse nada. Por que seu pai teria tal direito?

Mandar ele voltar para casa, mudar a empresa de lugar, que direito ele tinha?

Se ele nunca cumpriu com o dever de ser pai, por que deveria ter algum controle sobre a vida de Eduardo?

Marcelo ainda estava atordoado com as palavras de Eduardo. Em sua vida, ninguém nunca teve a audácia de falar com ele naquele tom.

De repente, ele foi tomado por uma onda de raiva. Ele bateu com força na mesa de chá, emitindo um baque surdo. Em seguida, ele disse furiosamente:

- Quem te ensinou a falar com seu pai desse jeito? Como pode ser tão sem consideração?

Eduardo vestiu seu paletó que estava no sofá e disse:

- Ninguém me ensinou, e é justamente porque ninguém me ensinou que eu sou assim, sem papas na língua. Você está satisfeito com essa resposta?

Assim que disse aquelas palavras, Eduardo saiu sem olhar para trás.

- Eduardo! - Tatiana não conseguiu ficar sentada naquela situação. Antes de ir atrás de Eduardo, ela se virou para os outros. - Vou tentar conversar com ele. Leopoldo, tente acalmar os pais, e por favor, não me sigam, eu volto logo!

Eles temiam que seria pior se ela fosse atrás deles, mas como não conseguiram impedir ela, eles seguiram seu conselho e não foram atrás dela.

A mansão da família Orsi era muito grande. Algumas luzes amareladas brilhavam ao longo do caminho de pedras da entrada, lançando sombras através das árvores.

Tatiana perdeu muito tempo, e Eduardo tinha um caminhar apressado. Depois de dar uma volta, ela não conseguia mais ver Eduardo.

Depois de chegar em uma encruzilhada, ela entrou em pânico.

- Eduardo, você poderia me esperar?

Ela ficou parada na bifurcação, tentando encontrar Eduardo além das sombras, mas sem sucesso.

Era uma noite fria, e quando uma ventania gelada passou ela sentiu um arrepio nos braços.

- Eduardo! Eduardo! Você vai quebrar sua promessa de novo, não é?

Tatiana esperou por um momento, mas não obteve resposta. Escolheu então um dos caminhos mais largos e continuou andando, sua voz embargada ao chamar por Eduardo.

Ela realmente queria ter uma boa conversa com ele, tentar melhorar a relação dele com os pais, mas eles brigaram antes que ela tivesse a chance.

Tatiana esfregou os braços e avançou com cautela, quando de repente um leve pigarro veio de trás dela, e alguém bateu em seu ombro.

Tatiana, assustada, soltou um grito, mas assim que se virou, encontrou os olhos desinteressados de Eduardo.

Sem pensar, ela lhe acertou um soco.

- Eduardo, você me assustou!

- Se vamos nos divertir, então temos que sair. Quando chegarmos à porta, eu ligo para o Leopoldo, não tem nem para quê voltar.

Tatiana mordeu o lábio, em seguida, como se tivesse tomado uma decisão, disse:

- Tudo bem, então. Vamos sair primeiro, e depois ligamos para o Leopoldo e os outros.

Ao ouvir isso, Eduardo, que estava à frente, parou e olhou para Tatiana.

- Fala a verdade, o que você está tramando agora?

Tatiana se irritou.

- Que tramoia eu poderia estar fazendo?

Então, era assim que ele a via? Ela só estava pensando em lhe dar o presente adiantado, por que ele sempre tinha que manter a guarda tão alta?

Eduardo, vendo que Tatiana estava irritada, não pôde conter um sorriso.

- É verdade, com toda a sua ingenuidade, você não conseguiria pensar em nada ruim. Então vamos, se lembre que foi você quem quis vir comigo, não me culpe depois por não cumprir minha palavra.

- Você não cumpre a sua palavra mesmo. - Murmurou Tatiana, mas, ao ver o olhar frio de Eduardo, rapidamente fechou a boca.

Sem perceber, Eduardo diminuiu o passo, e sua voz retomou o tom preguiçoso de sempre.

- Vou ficar aqui na Cidade B por um tempo. Se não houver nada importante na empresa, posso ficar por aqui, mas não vou ficar naquela casa com você.

Na verdade, ele não pretendia voltar facilmente para aquela velha casa desde o início, só não mencionou nada por medo de deixar Tatiana triste.

Tatiana ficou animada.

- É sério?

Eduardo olhou para ela, seu brilhante sorriso não causou muita reação nele. Ele apenas assentiu e soltou um resmungo leve.

Quando estavam prestes a chegar à porta da velha casa, ele de repente parou.

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