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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 189

- Não importa quem fez isso, de qualquer forma a pessoa não vai escapar. Mas você, volta logo e passe remédio nisso, sempre causando problemas ao seguir o Sr. Vitor! - Repreendeu Eduardo.

Tatiana, ao ouvir isso, percebeu que eles tinham outros planos, ainda escondidos dela e seu rosto desabou.

Se lembrando do momento em que pensou ser Elio filmando aquela cena, ela estava agora com o coração batendo de medo, ainda mais nervosa do que quando foi ameaçada com uma faca.

E por que ela não estaria tranquila?

Ela nem sabia que de repente alguém louco iria surgir por trás e a sequestrar, isso não era culpa dela.

- Por que vocês não me contaram? Será que eu iria estragar o plano de vocês? Especialmente naquela cena, eu pensei que era realmente o Elio, vocês nem imaginam como me assustaram. - Murmurou Tatiana com desdém, se libertando do controle de Eduardo.

- Ah, sua ingrata, não está preocupada comigo? - Questionou Eduardo.

Eduardo, ouvindo isso, ficou descontente. Como poderia sua irmã, que sempre esteve ao seu lado, estar apenas preocupada com o tal do Elionay, sem considerar o bem que ele a fazia?

Tatiana revirou os olhos para ele.

- O que eu tenho que me preocupar com você? Você é tão capaz! Até consegue se passar pelo Elio voando pelo céu, por que eu precisaria me preocupar? - Disse Tatiana.

- Taís, repita isso! - Gritou Eduardo.

- Edu, não me puxe, sua roupa de cena está congelando meu pescoço! - Reclamou Tatiana.

Vendo que a “garra” de Eduardo se aproximava novamente, Tatiana rapidamente se escondeu atrás de Elionay.

Nessa brincadeira deles, os quatro irmãos chegaram em casa sem perceber, mas a infantilidade dos dois mais velhos, puxando o cabelo um do outro, ainda não tinha terminado.

Foi Elionay, preocupado com a ferida no pescoço de Tatiana, que interrompeu os dois.

- Edu, vamos cuidar do ferimento da sua irmã primeiro. - Interveio Elionay.

Ele pegou a caixa de primeiros socorros, tossiu duas vezes e sentou no sofá, parecendo fraco.

Tatiana, preocupada, pegou rapidamente a caixa de primeiros socorros e olhou para Elionay.

- Essa ferida não dói tanto, acho que não é grave. Mas Elio, você deveria estar descansando e veio para a montanha, não facilita para ninguém. Melhor você descansar logo! - Sugeriu Tatiana.

- Tudo bem. Eu vou descansar, mas trate logo do seu ferimento. - Disse Elionay

Elionay sorriu resignado, seu olhar parecia dizer que ambos eram igualmente irresponsáveis. Tatiana não ficou parada, pegou um espelho e se sentou de pernas cruzadas no tapete em frente à mesa de centro, tratando habilidosamente o ferimento em seu pescoço. Parece que a pessoa com a faca realmente não tinha intenção de matar ela, pois a ferida provavelmente foi causada por um movimento brusco em um momento de emoção intensa. No entanto, a localização da ferida e as grandes manchas de sangue em sua roupa ainda pareciam bastante assustadoras. Elionay deu uma olhada e sentiu uma dor aguda no peito, e suas palavras se tornaram severas.

- Irmã, entrei no grupo após consultar médicos e Edu, não vai acontecer nada de errado. Mas você foi muito imprudente dessa vez, e se hoje aquele homem realmente viesse atrás de sua vida? Seu ferimento hoje não é grave, mas você deve levar isso a sério, não fique agindo como se não se importasse. - Repreendeu Elionay.

Tatiana acabou de limpar o sangue e a marca da faca revelou sua verdadeira forma sob a luz. Uma fina linha vermelha, um pouco chocante em seu pescoço branco. Ela estava prestes a olhar no espelho quando ouviu a voz séria de Elio, e de repente perdeu a energia.

- Entendi, Elio, não vai acontecer de novo. - Lamentou Tatiana.

Diante do olhar repentino de Elionay, Tatiana sentiu um pouco de medo do irmão. A atmosfera a fez buscar ajuda em Eduardo, esperando que ele dissesse algo para aliviar a situação. Infelizmente, Eduardo não percebeu seu plano, jogou fora o capacete pesado da equipe.

- Vou trocar de roupa, cuide de si mesma e descanse cedo. - Disse Eduardo.

- Edu. - Chamou Tatiana.

- Não tem coragem de tirar uma vida? Primeiro mexeu nos equipamentos de segurança de Murilo, depois tentou afogar ele na água, e como isso não funcionou, mexeu nos equipamentos do arnês dele. E ainda diz que não tem coragem de matar? Vejo que tem coragem até demais. - Disse Eduardo, olhando de cima para o homem.

A voz severa de Eduardo ecoou, assustando o homem.

Ele engoliu em seco.

- Presidente Orsi, você pode ser o investidor, mas sem provas não pode fazer acusações. Admito que perdi a cabeça e mexi nas coisas de Murilo, mas não sei nada sobre tentar o afogar. Eu realmente não sei de nada! - Exclamou o homem.

- Não sabe? Tudo bem, se você diz que não sabe, então não sabe. - Disse Eduardo.

Eduardo olhou friamente para ele, sem mais conversa, voltando sua atenção para o homem que já estava quase morto de tanto apanhar.

- O arraste para cá. - Ordenou Eduardo.

As pernas do homem pareciam já estar quebradas, pois ele estava caído no chão, incapaz de se mover.

Naquele momento, sendo arrastado como um pedaço de lixo, ele mal reagiu, apenas erguendo as pálpebras para olhar a pessoa à sua frente.

- Matar é crime. Você não pode me tocar! - Disse o homem.

O grito de agonia ecoou pela floresta, fazendo o homem fraco no chão levantar a cabeça furiosamente, enquanto o outro, amarrado à árvore, também encolheu as pernas, se colando firmemente ao tronco.

Eduardo ainda mantinha uma expressão de despreocupação, movendo a ponta do pé com desgosto para longe do braço do homem.

- Falar em crime saindo da sua boca é realmente engraçado. Quero perguntar, quando você estava com uma faca ameaçando minha irmã, pensou que sequestro é crime? E quando você machucou minha irmã, pensou na lei? - Questionou Eduardo.

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