— Você é tão jovem, por que se colocar em uma posição tão deplorável? — murmurou Oceana Amaral, lançando um sorriso gélido e sem vida para a jovem bonita e radiante à sua frente.
— Eu imploro, por favor, não faça isso com ele... — Fátima Miranda ficou atônita por um instante ao ouvir isso, mas logo retomou o choro, agarrando a calça de Oceana Amaral enquanto continuava a implorar.
Era cruel demais. Fazer isso com ele era, sem dúvida, uma crueldade sem tamanho.
Sentindo o tecido da calça ser puxado com força para baixo, Oceana Amaral franziu a testa e deu um passo rápido para trás. O movimento abrupto fez com que Fátima Miranda, que estava agarrada a ela, perdesse o equilíbrio e caísse de cara no chão.
— Ah!
Com a parte superior do corpo batendo pesadamente contra o piso branco e gelado, Fátima Miranda ergueu a cabeça, atordoada. Uma mancha vermelha já se formava em sua testa.
— Fátima.
Fabiano Nunes apressou-se em ajudá-la a se levantar. Qualquer resquício de irritação que sentira pela atitude imprudente dela evaporou no momento em que a viu cair e se machucar.
Pelo desenrolar da conversa, os curiosos que haviam se aglomerado já tinham uma boa ideia do que estava acontecendo.
Um a um, lançavam olhares cheios de desprezo, temperados com um toque de pena, para Fátima Miranda, agora amparada nos braços de Fabiano Nunes.
— Tão jovem, tão bonita... Podia fazer qualquer coisa da vida, mas prefere destruir o casamento dos outros.
— Ah, mas você não entende? É justamente por ser bonita que ela consegue fisgar esses ricaços casados. Senão, o que eles iriam querer com ela?
— Uma sem-vergonha! É uma desonra, uma vergonha para todas nós, mulheres!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou!