A voz de Francisco era calma e clara, soando excepcionalmente fria e firme no quarto silencioso.
Após desligar o telefone, ele caminhou rapidamente até a cama para verificar primeiro a condição de Oceana.
Ela ainda não havia se recuperado do susto e da falta de oxigênio. Ofegava pesadamente, com o rosto ainda mais pálido do que antes. As marcas chocantes de dedos em seu pescoço já começavam a ficar roxas, e o medo ainda persistia em seus olhos.
— Não tenha medo, já passou, está tudo bem.
— O quarto 1521 precisa de oxigênio. Além disso, chamem os seguranças e o médico de plantão. — Francisco tentou suavizar a voz ao máximo, examinou-a cuidadosamente e, após confirmar que a mulher não tinha outras lesões graves, apertou a campainha de chamada.
Naquele momento, Fabiano ainda estava ajoelhado ao lado da cama. Ao ver as marcas no pescoço de Oceana, seu coração doeu a ponto de quase se despedaçar.
Ele queria estender a mão para tocar a mulher na cama, mas não tinha coragem; só podia observá-la com tristeza e o coração partido.
Ao ouvir a palavra "polícia", Fátima finalmente reagiu. Seus soluços desapareceram, sendo substituídos por medo e desespero.
— Não, não chame a polícia! Doutor Barros, por favor, não chame a polícia! Eu não fiz por mal, eu realmente não fiz por mal...
— Eu não queria realmente matá-la, eu não queria... Não chame a polícia, não chame a polícia... — Ela avançou engatinhando, agarrou a manga de Francisco e tentou se justificar de forma incoerente, com o rosto banhado em lágrimas.
— Senhorita Miranda, suas ações já configuram suspeita de tentativa de homicídio. Guarde essas palavras para a polícia. — Francisco evitou o toque dela com indiferença, com um olhar gélido.
Logo, os seguranças e o médico de plantão chegaram. Os seguranças imobilizaram Fátima para evitar que ela tomasse atitudes extremas antes da chegada da polícia, enquanto a enfermeira tratava rapidamente os ferimentos no pescoço de Oceana.
Com as mãos firmemente seguradas por dois seguranças, Fátima sentia seu coração bater cada vez mais rápido ao ver que mais e mais pessoas entravam no quarto.
A situação havia saído do controle, o que ela faria...
Seu olhar percorreu rapidamente a multidão e, por fim, pousou no homem ajoelhado ao lado da cama.
— Fabiano, Fabiano, me salve...

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou!