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Apenas Clara romance Capítulo 9

Desculpas...

Clara Rocha perdeu o sorriso, apertando com força o acordo de divórcio que tinha preparado, esforçando-se para manter a voz calma.

— Você vai voltar pra casa hoje à noite?

— João, quem está te ligando?

Ela ouviu nitidamente a voz delicada de Chloe Teixeira.

— É do trabalho — respondeu João Cavalcanti, sem se importar que a ligação ainda estivesse conectada. — Que horas você sai? Posso passar e ir com você buscar a Xixi.

Chloe Teixeira riu ainda mais animada.

— Hoje não estou ocupada, saio às seis.

Quando Clara Rocha se deu conta, João Cavalcanti já tinha encerrado a ligação.

Ela ficou com o semblante sombrio.

Olhou para o acordo de divórcio já assinado.

Inicialmente, ela só queria combinar para ele vir assinar, mas ele nem teve paciência de ouvir até o fim.

Que absurdo.

Ela nunca deveria ter levado as promessas dele a sério…

…

João Cavalcanti acompanhou Chloe Teixeira até a escola para buscar Samuel Teixeira.

Samuel saiu acompanhado da diretora. Quando viu João, soltou a mão da diretora e correu na direção dele.

— Papai!

Sob olhares de todos, Samuel agarrou-se à perna de João, os olhos brilhando de alegria.

— Papai, você veio com a mamãe me buscar?

A diretora sorriu ao se aproximar de João Cavalcanti e Chloe.

— Presidente Cavalcanti, senhora Cavalcanti, Samuel hoje se comportou muito bem na classe. Até ganhou uma estrelinha como prêmio!

O olhar de João demonstrou incômodo ao ouvir aquilo. Ele lançou um olhar à diretora.

— Senhora Cavalcanti?

A diretora ficou sem reação.

Será que ela não era…?

Chloe Teixeira apressou-se em segurar o braço dele.

— João, não fica bravo, a diretora só se confundiu. — E, voltando-se para a diretora: — Por favor, não nos chame assim na frente dos outros.

A diretora ficou ainda mais confusa.

O que será que isso quer dizer?

Ela mesma tinha dado a entender que Samuel era filho do Presidente Cavalcanti.

Se não era senhora Cavalcanti… então esse menino…

Essas famílias ricas são mesmo uma confusão!

…

Clara Rocha estava no bar da casa, já tinha tomado dois drinques. Não era de beber, mas às vezes gostava de preparar um uísque para relaxar.

Ouviu o barulho da porta se abrindo e se sobressaltou.

João Cavalcanti entrou no hall, o paletó pendurado no braço, vestindo apenas uma camisa de seda cinza.

Ele trocou de sapatos e olhou para ela.

— Bebeu?

Clara voltou a si, respondendo com calma:

— Bebi um pouco.

Deixou o copo no balcão, levantou-se e passou por ele. A luz branca iluminava seu rosto, onde o inchaço era evidente na pele delicada.

O olhar de João ficou intenso.

— O que aconteceu com seu rosto?

Ela se surpreendeu.

Quase achou graça.

Desde quando ele notava essas coisas?

Antes que ela respondesse, a voz dele veio das costas:

— Foi o Leandro Rocha?

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