João se sentou no sofá. No momento em que o seu olhar estava prestes a se voltar para a mesa, Clara sentou no colo dele com naturalidade.
Tudo aconteceu de repente.
João ficou surpreso, com os olhos trazendo dúvida enquanto a observava.
O rosto de Clara revelava sua expressão. Ela forçou um sorriso: — Se eu disser que o meu pé escorregou, você acredita...
Ele cerrou os olhos e cuspiu duas palavras após um tempo: — Eu acredito.
Ela ficou chocada.
— Não diga só que o seu pé escorregou. Mesmo se você caísse do céu e batesse nos meus braços, eu acreditaria. — Vendo-o zombar dela de maneira tão séria, Clara fingiu virar a cara e estava prestes a se levantar para limpar a mesa.
Ele a pressionou de volta, circulando-a enquanto a sua mão também tocava a cintura dela.
Clara não se atreveu a se mexer, até que a dúvida dele chegou aos seus ouvidos. — A sua barriga parece que engordou um pouco?
Ela congelou instantaneamente. Ela respirou fundo e encolheu a barriga. Ela virou a cabeça e se irritou: — Quem você está dizendo que está gorda?
Os cantos dos olhos de João formaram uma linha de sorriso. — Eu só falei de propósito. Por que a raiva tão grande?
— As mulheres não gostam que os outros digam que elas estão gordas. O Presidente Cavalcanti nem entende isso? — Clara se libertou dos braços dele e aproveitou para ironizá-lo, desviando a atenção dele. Em seguida, ela limpou a mesa casualmente enquanto jogava o exame de gravidez no lixo.
Depois de fazer tudo isso, ela deu uma olhada rápida para João em segredo. Ele de fato não notou.
Ela se levantou, chutou a lixeira de leve para debaixo da mesa e disse: — Obrigado por ontem.
Ela se referia ao dia em que foi bloqueada pelos repórteres.
— Se você realmente quer me agradecer, me acompanhe em um coquetel beneficente amanhã. — Ele se levantou sem pressa. — A Mariana também estará lá.
…
Depois que Fábio levou Vicente para a delegacia, ele deduziu que Vicente voltaria atrás em sua palavra e entregou a gravação à polícia.
Vicente ficou chocado: — Vocês... Vocês até gravaram?
A polícia disse: — Vai depender das circunstâncias. Se a relação dele com a vítima foi realmente consensual, não podemos julgar, afinal a garota já completou catorze anos. Só a família pode recorrer por conta própria e seguir os trâmites do tribunal.
— Entendi. — Fábio suspirou e depois sorriu. — Certo. Ah, já que o Hector foi injustiçado, deixe-o ir embora mais cedo, para que a família não fique preocupada.
— Com certeza.
Após Fábio retornar, ele contou tudo o que aconteceu para Clara. Clara já havia deduzido que Vicente não iria cooperar honestamente, e por isso fez a gravação antes. Embora as evidências em gravação não possam servir como testemunho, ela já havia pensado em um jeito de fazer a polícia usar essa gravação para investigar as pistas.
Felizmente, a identidade de militar aposentado de Fábio poupou todo o plano que ela havia montado. A polícia, por respeito a ele, iria certamente investigar tudo.
— Senhora, o que planeja fazer a seguir?
Clara franziu as sobrancelhas. — O Vicente apunhalou o meu irmão pelas costas, e deixou que ele fosse atacado online por tantos dias. Fazer com que ele fique preso por dez dias ou meio mês, além de ser barato demais para ele, também é barato para Mariana.
Fábio olhou para ela. — Você não está pensando em...
Clara disse: — Venha comigo à casa daquela garota amanhã cedo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Apenas Clara
Affffff, cobram em dólar pra não continuidade?...
Não tem o restante?...