— A verdade está bem aqui! O seu irmão abusou da minha filha! Se não acredita, mande o seu irmão trazer uma testemunha!
A mulher de meia-idade bufou com desdém. Assim que ela terminou de falar, Hector pensou no Vicente. — É verdade, o Vicente pode testemunhar a meu favor!
O policial ao lado colocou o telefone de Hector na mesa e sinalizou para ele entrar em contato com a testemunha.
Hector ligou para Vicente, mas ninguém atendeu após muito tempo. Ele discou de novo e de novo, sem obter resposta.
Clara percebeu algo vagamente, as suas sobrancelhas se franziram de leve. Em seguida, ela usou seu próprio telefone para discar o número de Vicente.
Pouco depois, uma voz veio do fone.
Mas parecia que ele tinha ouvido a voz do Hector, porque desligou rapidamente.
Ela ergueu os olhos e encontrou o olhar atônito de Hector. Ele provavelmente não esperava que o amigo com quem passava os dias não atendesse as suas ligações nessa hora crucial.
Ao ver isso, a mulher de meia-idade ficou ainda mais arrogante. — Policial! Vocês estão vendo, né? Essa família está claramente acobertando um criminoso. A minha filha só tem dezessete anos, uma garota em plena juventude que foi arruinada por esse sujeito. E ainda dizem que têm testemunha. Para mim, só querem enrolar!
A polícia acalmou a emoção dela. Embora os dois tivessem sido trazidos do hotel, o laudo do exame médico da garota ainda não havia saído. Hector, como suspeito, ainda precisava ficar na delegacia esperando o resultado.
Hector parecia ter perdido a alma, ficando ali de pé atordoado.
Comparado à falsa acusação e injustiça, a indiferença do amigo o entristecia ainda mais.
Clara acompanhou Hector para esperar pelo exame da garota. A mulher de meia-idade manteve a hostilidade em relação a eles, mas Clara não estava com humor para responder.
Ela nem teve tempo de responder às mensagens no celular.
Cerca de meia hora depois, a policial trouxe o relatório médico.
Os olhos de todos caíram no relatório.
— O resultado do exame saiu. O sêmen deixado no corpo da garota corresponde ao suspeito Hector.
Hector ficou estupefato, dando um passo cambaleante para trás de repente. — Como é possível...
Clara também não conseguia acreditar.
Em um momento de desespero, ela agarrou a tempo as pessoas ao redor, estabilizou os pés com o rosto pálido e aproveitou a chance para falar. — O que se vê nem sempre é a verdade, eu acredito no meu irmão.
— Srta. Rocha, as evidências estão todas aí, ainda vai tentar limpar a barra do seu irmão?
— Você não está tentando usar as conexões da família Cavalcanti para tirar ele de lá, né!
Clara apertou o casaco com cuidado para proteger a barriga, mantendo-se alerta com as pessoas ao redor, sem a menor vontade de responder.
— O que estão fazendo?! — Fábio trouxe a polícia. — É proibido aglomerações na porta da delegacia, dispersem logo!
Ao mesmo tempo, um carro preto parou silenciosamente não muito longe. A janela do carro desceu, revelando o rosto frio e distante de João.
Ao ver isso, os repórteres correram em direção ao carro para tentar bloqueá-lo. Vários seguranças saíram do carro para impedir a multidão.
O olhar dela passou pela multidão escura e encontrou os olhos de João.
Antes que ela pudesse se recuperar, Fábio aproveitou que os repórteres foram atrás do João e a levou embora rapidamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Apenas Clara
Affffff, cobram em dólar pra não continuidade?...
Não tem o restante?...