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Apenas Clara romance Capítulo 368

Vovó Patrícia fechou os olhos profundamente, girando suavemente as contas de oração entre os dedos.

Um era seu bisneto, a outra, a nora que ela tanto aprovava. No fundo, ela sabia muito bem o peso de cada um no seu coração.

Por um longo tempo, permaneceu em silêncio.

Como se tivesse concordado, sem dizer uma palavra.

…

No dia seguinte, Isaque Alves levou Clara Rocha ao aeroporto.

O carro parou em frente à entrada principal. Januario Damasceno retirou as malas dela do porta-malas. Nesse momento, o vidro traseiro desceu lentamente.

— Clara.

Clara Rocha se aproximou da janela.

— O que foi?

— Tem certeza de que não precisa que alguém a acompanhe até Cidade R?

— Não precisa mesmo — respondeu ela, com um sorriso cansado. — Não sou mais uma criança.

Ele franziu o cenho.

— Só estou preocupado com você. Chloe Teixeira ainda está em Cidade R.

Clara Rocha sorriu de leve.

— Gabriela Martins já está detida, ela já sabe disso. Por enquanto, não vai fazer nada comigo.

Isaque Alves assentiu.

— Quando chegar lá, me ligue. Se tiver algum problema que não consiga resolver, procure o tio Vagner.

Ao ouvir o nome de Vagner Ribeiro, Clara Rocha se assustou de repente.

— Puxa, esqueci completamente do aniversário da Dona Ribeiro!

— Não se preocupe, eles já sabem que você voltou à Cidade Capital para reencontrar a família. Eu mesmo providencio o presente de aniversário para eles.

Ela abriu um sorriso radiante.

— Obrigada, Isaque. Pode ir, daqui a pouco eu entro.

Depois de se despedir de Isaque Alves e vê-lo partir, Clara começou a empurrar as malas em direção ao aeroporto.

De repente, alguns seguranças de preto apareceram, bloqueando sua passagem.

Ela se assustou, até ver Nádia Santos sair de trás dos homens.

— Senhora, o patrão pediu que a levássemos de volta.

Nádia usou o termo “patrão”, não “Presidente Cavalcanti”.

Clara Rocha franziu as sobrancelhas.

— Senhora, sua bagagem ficará conosco por enquanto.

— O que significa isso? — Clara se virou para Nádia Santos. — Já vim com vocês, por que ainda estão segurando minhas malas?

— Senhora, antes do Presidente Cavalcanti iniciar a quimioterapia, pedimos que fique na Cidade Capital por enquanto...

— Quimioterapia?

Ao ouvir esta palavra, Clara Rocha ficou surpresa.

— Quem vai fazer quimioterapia? João Cavalcanti?

— O Presidente Cavalcanti não queria que a senhora soubesse, mas agora não posso mais esconder. Depois da cirurgia do acidente, ele começou a ter tosse e dores no peito. Os exames mostraram câncer de pulmão no início. Ele não queria operar, tentou apenas controlar com medicamentos, mas a doença piorou, até aparecerem metástases nos gânglios linfáticos.

Clara ficou paralisada.

Câncer de pulmão...

Metástase nos gânglios linfáticos...

Como isso pôde acontecer?

Então aquele dia, quando ele tossiu e usou o lenço, era para esconder sangue?

Vendo o silêncio de Clara, Nádia Santos continuou:

— O Presidente Cavalcanti não quer aceitar a quimioterapia. O patrão não vê outra saída, por isso pediu que eu a trouxesse.

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