"Não tem problema, essa cama é bem grande, não atrapalha." Assim que ela terminou de falar.
Amadeu já havia se levantado e, levantando o edredom, deitou-se na cama.
Celeste deitou-se em silêncio e fechou os olhos: "Por favor, apague a luz."
Celeste: "...Ah, tá."
Depois de apagar a luz, deitou-se. Havia uma distância considerável entre eles.
Ela sabia bem, que tipo de mulher Amadeu não poderia ter?
Por que ele teria algum interesse nela?
Acabou adormecendo sem pensar muito nisso.
Mesmo com uma pessoa de verdade deitada ao lado.
Amadeu virou-se para olhá-la.
Ela realmente sabia ser irritante.
Achava que ele era o tipo todo certinho? Será que ela pensava mesmo que a cabeça dele era limpa?
Ele estendeu a mão, querendo beliscar a bochecha dela por vingança.
Mas não teve coragem.
Mudou de ideia e encostou de leve o dedinho no dela.
Com esse simples toque, seu pomo de adão desceu suavemente, começando a sentir-se um pouco insatisfeito.
Agarrou então toda a mão dela, fina e macia.
Para não acordar Celeste, acabou se aproximando ainda mais, apoiando a cabeça e observando o rosto adormecido dela.
Os cílios eram longos, a estrutura facial bela, os traços incrivelmente delicados.
Os lábios, de um vermelho suave, pareciam brilhantes e cheios por causa do protetor labial.
Ao olhar assim, ficou completamente absorto.
Aproximou o rosto, beijando-a de leve, nem forte nem fraco.
O peito tremia, e a mão apoiada no colchão se fechou com força, as veias saltando.
Sentiu uma vontade incontrolável de devorá-la, aqueles pensamentos e impulsos insanos repetindo-se em sua mente sem parar.
Talvez, em meio ao sono, Celeste tenha sentido dificuldade para respirar e, inconscientemente, levantou a mão e deu um tapa.
Estalou alto.
Ela não acordou.
Mas aquilo dissipou todos os pensamentos lascivos dele.
A bochecha ainda formigava.
Em toda sua vida, era a primeira vez que levava um tapa de alguém.
Ficou olhando para ela por um longo tempo, em silêncio.
Por isso, ela achava que a maioria dos empresários era mesmo bastante gentil. Sempre ouvira falar das regras não-ditas em eventos como esses, especialmente para mulheres bonitas, e tinha até ficado preocupada antes, mas nesse tempo, todos com quem ela tratou foram educados e amáveis; nunca sofreu qualquer constrangimento.
Isso a deixava radiante.
Mas ela também era do tipo que não aceitava perder.
Se era para trabalhar em algo, tinha que ser a melhor.
Com três meses de empresa, sentia-se cada vez mais à vontade, até Miguel passou a olhá-la de outra forma, entregando-lhe alguns casos importantes, agora com admiração.
Quando chegou o fim do ano,
A empresa deu férias.
Celeste pensava em voltar para sua cidade.
Mas Amadeu levantou uma questão: "Preciso fazer uma viagem urgente a trabalho, vá comigo, tem algum problema?"
Celeste, que não queria parecer inferior a Amadeu no trabalho, mas achou estranho: "Eu? Por que eu iria com você nessa viagem?"
Amadeu, sem mudar a expressão: "Você vai saber quando chegarmos, é para o Pantanal."
Ele não disse.
Na verdade, era a lua de mel que ele tinha planejado.
Mesmo que já se tivessem passado três meses desde que oficializaram a união.
Ele não pretendia mais rodeios com ela, ia simplesmente levá-la, só os dois, de maneira direta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados
Livro lindo...Ameiii! O amor de Celeste e Amadeu.......
:[email protected] Porque esta historio foi concluída se em outros chat ele tem mais de 800 capítulos?...
História tao mais no foi concluída parou no capítulo 😔...