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Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados romance Capítulo 864

A viagem de trabalho fora marcada com certa urgência.

Até Celeste Barreto não conseguia entender muito bem. Ela era apenas uma funcionária do departamento de relações públicas, que tarefa poderia ligar seu trabalho ao de Amadeu Nascimento?

Principalmente agora.

Quando estava parada diante do carro, ficou ainda mais desconfiada: "Vamos de carro?"

Tão longe assim, de carro?

Amadeu não usava terno, vestia roupas casuais de cor escura. Colocou a mala no porta-malas, os traços do rosto serenos: "Sim, aproveitamos para fazer uma inspeção pelo caminho."

Celeste achou estranho.

Mas, se até o grande chefe exigia isso, que mais ela poderia questionar?

Só lhe restou entrar no carro, ainda um pouco desconfiada.

Amadeu lhe entregou um par de óculos escuros: "Se o sol incomodar, coloque."

Celeste olhou para eles e percebeu que eram do mesmo modelo que o que ele usava pendurado na camisa.

Seu coração disparou por um instante: "Você preparou isso especialmente?"

"Foi comprado por atacado."

"..."

Ficou sem palavras.

Ela não disse mais nada.

Mas essa viagem até o destino de carro... ela sentia que havia algo errado. Depois de hesitar bastante, resolveu falar logo: "Você aguenta dirigir tudo isso?"

Amadeu olhou para ela, o olhar difícil de decifrar: "Você está duvidando do quê em mim?"

"..." Só então Celeste percebeu o sentido da pergunta. Obviamente, ela não tinha se explicado direito e, um pouco atrapalhada, disse: "Não, não, o que eu quis dizer é que... Eu só tirei a carteira um mês antes de me formar, ainda estou no período de estágio. Se você ficar cansado, não posso te substituir."

Amadeu notou o rubor que subiu até a orelha dela.

Mal começara a provocar e ela já reagia tanto.

Girou o volante, e quando olhou pelo retrovisor, um leve sorriso surgiu nos lábios: "Se eu dirigir cansado, no máximo levo você junto para o brejo, deixamos o destino decidir."

Celeste: "..."

Como ia fechar os olhos agora? Ia ter que ficar de vigia, mesmo morrendo de sono.

E, como já esperava, nas primeiras oito horas, Amadeu percebeu que Celeste estava tensa o tempo todo, olhos arregalados fixos à frente e segurando o cinto de segurança sem soltar.

Amadeu ergueu os olhos preguiçosamente e lançou um olhar para ela: "Ou então, você dirige?"

Na verdade, ele estava mesmo só querendo provocá-la.

Não se sentia cansado nem com sono.

Só achava divertida a variedade de expressões dela.

Seu sorriso estava quase escapando.

De repente, uma sombra se inclinou rapidamente do lado, trazendo um perfume suave, e lábios macios tocaram de surpresa o canto da boca dele.

As pupilas de Amadeu se dilataram, mas antes que pudesse sentir qualquer coisa, Celeste já tinha recuado.

Durou apenas um segundo.

A mão de Amadeu apertou o volante, o pomo de adão deslizou, e ele olhou de lado para ela, fingindo calma.

Celeste estava sentada reta, as orelhas vermelhas como se sangrassem, expressão seríssima: "Dirija com atenção, Diretor Nascimento."

Naquele momento, o instinto de sobrevivência falou mais alto que a vergonha. Pouco importava o que ele pensasse; o importante era que ele ficasse bem acordado dirigindo.

Ela realmente prezava muito pela sua vida.

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