Levi pisou no acelerador.
Genival desceu do carro com o rosto pálido e subiu correndo as escadas.
Aquele era um condomínio de alto padrão, onde até mesmo para usar o elevador era necessário reconhecimento facial ou autorização de um funcionário.
Mas ele tinha a senha de reconhecimento facial da casa de Clara.
Subiu sem dificuldades.
No entanto, Clara não estava em casa.
Ela ainda não tinha voltado.
Genival tentou ligar para Clara repetidamente.
O resultado foi sempre o mesmo.
Tanto pelo WhatsApp quanto pelo celular, ele não conseguia contato.
Só lhe restou descer novamente, pedir o celular de Levi, pensando que talvez, usando o aparelho de Levi, Clara atendesse.
Quando ligou, do outro lado, a chamada foi atendida.
A voz de uma mulher, estável e sem emoção, soou: "Quem fala?"
Genival soltou o ar, aliviado de repente.
Estava prestes a responder.
Mas então, ouviu a voz de um homem ao fundo: "Amor, traz logo suas malas pra cá. Aqui tem espaço de sobra, pode ficar à vontade."
Não sabia se era impressão sua.
Genival percebeu uma certa intenção na voz do homem.
Especialmente o "amor", que soou muito claro.
A respiração de Genival congelou completamente.
Clara não respondeu, talvez já tivesse entendido tudo, e desligou o telefone sem dizer uma palavra a mais.
Nenhuma frase desnecessária.
Genival forçou-se a manter a calma e, ao entrar no carro, rapidamente descobriu o endereço de Alexandre.
Era numa área de casas de alto padrão.
Curiosamente, ficava muito perto do apartamento de Clara, separados apenas por uma rua.
A ponto de, em um passeio, eles facilmente se encontrarem.
Quando chegou lá, o segurança não deixou ele entrar.
Genival, porém, não se importou com nada, com os olhos vermelhos, tentou forçar a entrada: "Minha esposa está lá dentro! Me deixe entrar!"
O segurança, sem saber como agir, perguntou o número da casa.
Depois, ligou para Alexandre.
Essa frase quase enfureceu Genival, que agarrou Alexandre pelo colarinho: "Quem você pensa que é? Isso é entre mim e minha esposa!"
Alexandre, porém, sorriu: "Esposa? Legalmente? Você registrou?"
Cada frase deixava Genival com a expressão mais sombria.
Alexandre, querendo garantir que o golpe fosse fundo, completou: "Esqueci de avisar, há uma hora, eu e Clara já registramos nossa união. Agora, Sr. Braga, só falta nos dar os parabéns."
Essas palavras fizeram os lábios de Genival tremerem, o pânico e a raiva o dominaram, e ele quase perdeu o controle, com vontade de socar Alexandre.
"Chega!"
Clara avançou, afastou Genival: "Genival, a escolha foi sua, foi você quem decepcionou os outros, o erro também foi seu. Com que direito você vem aqui fazer esse escândalo?"
Essa frase fez Genival paralisar.
Porque era a verdade.
Clara respirou fundo, olhou para o homem que um dia amou, mas agora já não era o mesmo, depois de tantas feridas, ela finalmente se desprendeu.
"O que Alexandre disse é verdade, nós registramos a união. Agora sou Sra. Martins, e entre eu e você, Genival, não resta mais nada!"
Ela falou com uma calma admirável.
Como Genival poderia aceitar aquilo?
Era como se toda a sua força tivesse sido drenada, ele se curvou, tentando tocá-la: "Clara, para com isso, o erro foi meu, não faz sentido usar esse tipo de coisa pra me castigar."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados
Livro lindo...Ameiii! O amor de Celeste e Amadeu.......
:[email protected] Porque esta historio foi concluída se em outros chat ele tem mais de 800 capítulos?...
História tao mais no foi concluída parou no capítulo 😔...