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Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados romance Capítulo 898

Levi pisou no acelerador.

Genival desceu do carro com o rosto pálido e subiu correndo as escadas.

Aquele era um condomínio de alto padrão, onde até mesmo para usar o elevador era necessário reconhecimento facial ou autorização de um funcionário.

Mas ele tinha a senha de reconhecimento facial da casa de Clara.

Subiu sem dificuldades.

No entanto, Clara não estava em casa.

Ela ainda não tinha voltado.

Genival tentou ligar para Clara repetidamente.

O resultado foi sempre o mesmo.

Tanto pelo WhatsApp quanto pelo celular, ele não conseguia contato.

Só lhe restou descer novamente, pedir o celular de Levi, pensando que talvez, usando o aparelho de Levi, Clara atendesse.

Quando ligou, do outro lado, a chamada foi atendida.

A voz de uma mulher, estável e sem emoção, soou: "Quem fala?"

Genival soltou o ar, aliviado de repente.

Estava prestes a responder.

Mas então, ouviu a voz de um homem ao fundo: "Amor, traz logo suas malas pra cá. Aqui tem espaço de sobra, pode ficar à vontade."

Não sabia se era impressão sua.

Genival percebeu uma certa intenção na voz do homem.

Especialmente o "amor", que soou muito claro.

A respiração de Genival congelou completamente.

Clara não respondeu, talvez já tivesse entendido tudo, e desligou o telefone sem dizer uma palavra a mais.

Nenhuma frase desnecessária.

Genival forçou-se a manter a calma e, ao entrar no carro, rapidamente descobriu o endereço de Alexandre.

Era numa área de casas de alto padrão.

Curiosamente, ficava muito perto do apartamento de Clara, separados apenas por uma rua.

A ponto de, em um passeio, eles facilmente se encontrarem.

Quando chegou lá, o segurança não deixou ele entrar.

Genival, porém, não se importou com nada, com os olhos vermelhos, tentou forçar a entrada: "Minha esposa está lá dentro! Me deixe entrar!"

O segurança, sem saber como agir, perguntou o número da casa.

Depois, ligou para Alexandre.

Essa frase quase enfureceu Genival, que agarrou Alexandre pelo colarinho: "Quem você pensa que é? Isso é entre mim e minha esposa!"

Alexandre, porém, sorriu: "Esposa? Legalmente? Você registrou?"

Cada frase deixava Genival com a expressão mais sombria.

Alexandre, querendo garantir que o golpe fosse fundo, completou: "Esqueci de avisar, há uma hora, eu e Clara já registramos nossa união. Agora, Sr. Braga, só falta nos dar os parabéns."

Essas palavras fizeram os lábios de Genival tremerem, o pânico e a raiva o dominaram, e ele quase perdeu o controle, com vontade de socar Alexandre.

"Chega!"

Clara avançou, afastou Genival: "Genival, a escolha foi sua, foi você quem decepcionou os outros, o erro também foi seu. Com que direito você vem aqui fazer esse escândalo?"

Essa frase fez Genival paralisar.

Porque era a verdade.

Clara respirou fundo, olhou para o homem que um dia amou, mas agora já não era o mesmo, depois de tantas feridas, ela finalmente se desprendeu.

"O que Alexandre disse é verdade, nós registramos a união. Agora sou Sra. Martins, e entre eu e você, Genival, não resta mais nada!"

Ela falou com uma calma admirável.

Como Genival poderia aceitar aquilo?

Era como se toda a sua força tivesse sido drenada, ele se curvou, tentando tocá-la: "Clara, para com isso, o erro foi meu, não faz sentido usar esse tipo de coisa pra me castigar."

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