Ele estava um pouco surpreso consigo mesmo daquele jeito.
Endireitou as costas e saiu com o rosto impassível, mas, de relance, notou Celeste — só então percebeu que ela não usava aliança.
Seus passos hesitaram mais uma vez.
Franziu a testa, insatisfeito.
Por que ela não usava?
Seria porque não gostava de alianças?
Ou porque não gostava dele?
Deveria trocar a aliança ou o marido?
Obviamente, nenhuma das opções era possível.
Ao sair do departamento de comunicação, ele ficou parado diante do elevador, levantou a mão e olhou para sua aliança discreta; comparada à ausência do anel de Celeste, naquele momento, parecia até "extravagante" demais.
Ele realmente não conseguia entender a atitude de Celeste.
Mas havia um motivo para ela não usar.
Pensando melhor, resolveu tirar a aliança e guardá-la no bolso.
Primeiro, assim acompanharia a decisão dela e poderia sondar mais tarde; depois, usar a aliança chamava atenção demais, e, naquele momento, ele não queria expor a existência de Celeste para muitas pessoas, especialmente para alguns estrangeiros.
No mês seguinte,
O departamento de comunicação passou por dias difíceis demais.
Porque o Diretor Nascimento, sempre ocupado com mil afazeres, descia ao departamento com uma frequência impressionante.
Dava algumas orientações e logo ia embora.
De fato, ele apontou vários problemas internos.
Repreendeu muitos, puniu os ineficazes e, alternando rigor e gentileza, mandava doces e café para motivar a equipe.
Celeste também viu Amadeu tratar com seriedade alguns dos funcionários mais antigos — foi a primeira vez que percebeu o quão rigoroso e impassível ele era no trabalho; quando precisava ser duro, realmente impunha respeito.
Ela ficou imediatamente tensa.
Compreendeu ainda mais: Amadeu não aceitava incompetência ao seu redor. Se ela não fizesse bem seu trabalho, provavelmente teria problemas também.
Na hora, não ousou relaxar.
Mesmo que Miguel não pedisse para ela fazer hora extra, ela se oferecia para ficar e aprender mais, para se adaptar o quanto antes.
Quase todo dia só chegava em casa às dez da noite.
Assim que entrava, via Amadeu sentado em silêncio na sala.
"Você ainda não dormiu?"
Amadeu olhou para ela, casualmente: "Tão ocupados assim lá no departamento de comunicação?"
Celeste assentiu: "Tem muito trabalho. Não quero atrasar ninguém, então fiquei para aprender mais."
Bem proativa.
Isso deixou Amadeu sem resposta.
Preferiu ficar em silêncio.
Pensando em como poderia mudar um pouco as coisas, para que Celeste tivesse um equilíbrio melhor entre trabalho e descanso.
"Dormir."
"?"
Ele explicou: "A cama do outro quarto quebrou."
Celeste soltou um suspiro de alívio — pensou que era outro tipo de "dormir".
Mas...
Como assim?
Ela conhecia aquela cama, custava centenas de milhares de reais, como poderia estar quebrada a ponto de não servir mais?
Imediatamente foi ver.
Ao ver a cama meio desmontada, não conseguiu entender.
A cabeceira tinha desabado.
Será que ele tinha chamado alguém para dançar funk em cima da cama?
Quando voltou, Amadeu estava sentado elegantemente no sofá ao lado da cama, pernas cruzadas, com ar nobre: "Posso ficar?"
Ela não havia concordado em deixá-lo ficar, e ele realmente não foi direto para a cama.
Celeste ficou sem palavras — o que poderia dizer?
Afinal, aquela era a casa dele.
Havia apenas dois quartos; além disso, agora eram marido e mulher, não tinha porque criar constrangimento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados
Livro lindo...Ameiii! O amor de Celeste e Amadeu.......
:[email protected] Porque esta historio foi concluída se em outros chat ele tem mais de 800 capítulos?...
História tao mais no foi concluída parou no capítulo 😔...