— Daniela, você sabe muito bem que eu não gosto de café, e mesmo assim me serve isso. Eu quero água, e adicione duas colheres de glicose no meu copo. Só consigo beber se tiver um sabor levemente doce. — disse Cíntia.
— A menos que eu esteja morrendo de sede, não bebo água pura.
— Quando recebemos visitas, servir um cafezinho é a nossa maneira de demonstrar hospitalidade. — respondeu Daniela com frieza.
Ela se levantou e, pessoalmente, pegou a garrafa térmica para servir uma xícara de café à Senhora Veloso.
Cíntia ficou irritada.
Ignorando a irritação dela, Daniela também lhe serviu uma xícara, e só então serviu a si mesma.
Depois de pousar a garrafa, ela se sentou e dispensou a secretária, sabendo que poderia lidar com aquelas duas sozinha.
Dona Veloso colocou os presentes que tinha trazido sobre a mesa de Daniela.
Daniela deu uma olhada rápida; pareciam ser joias e duas caixas de suplementos vitamínicos.
— Senhorita Nunes, estou aqui hoje para pedir desculpas em nome da minha filha, Tassia. Naquela noite, ela estava errada. Não deveria ter causado problemas para a senhorita, muito menos ter destruído o seu carro em um ataque de fúria.
Com o rosto repleto de arrependimento, a Senhora Veloso pediu desculpas primeiro e, em seguida, empurrou suavemente os presentes na direção de Daniela.
— Senhorita Nunes, é apenas uma lembrancinha, um pequeno gesto da nossa parte. Espero que possa ser magnânima e perdoar a Tassia desta vez. Eu garanto que, assim que ela for solta, vou educá-la direito.


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