Cíntia Veloso bebeu metade do copo de água morna com glicose. Sentindo-se extremamente entediada, levantou-se para dar uma volta. Ao chegar à porta do escritório da diretoria geral de Daniela Nunes, tentou entrar, mas percebeu que estava trancada.
Ela virou-se para Zenaide e perguntou:
— Por que esta porta está trancada? Você tem a chave? Abra para mim, vou esperar a Daniela lá dentro.
Zenaide recusou:
— Senhorita Veloso, desculpe, mas quando a Senhora Daniela não está na empresa, a porta do escritório dela fica trancada. Sem a permissão dela, não podemos abrir.
Ela tinha a chave do escritório da Senhora Daniela, mas jamais abriria a porta para Cíntia entrar.
Aquela mulher era a maior rival da Senhora Daniela. Se a deixasse entrar sem a chefe presente, quem saberia que tipo de sabotagem ela poderia cometer?
O computador da Senhora Daniela guardava muitos roteiros de minisséries. Se aquela mulher ligasse o computador e apagasse os arquivos, a empresa sofreria um prejuízo enorme.
Além disso, havia vários contratos de parceria com outras empresas lá dentro, e o receio de que Cíntia os destruísse era real.
Em suma, com a Senhora Daniela fora, a porta do escritório não seria aberta de jeito nenhum.
— Eu sou a cunhada dela!
Cíntia tentou impor sua autoridade.
Zenaide respondeu sem rodeios:
— A mãe da nossa Senhora Daniela já não tem mais nenhum vínculo com a Família Vieira, portanto, a Senhorita Veloso não é mais a cunhada da nossa chefe.
Ela achava mesmo que Zenaide não sabia do passado daquela mulher?
Cíntia ficou furiosa novamente.
Ela fuzilou Zenaide com o olhar, mas a secretária não deu a mínima para a sua raiva.
Após um longo momento, Cíntia engoliu a fúria, voltou à mesa da secretária e perguntou:


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