— Daniela.
Ao ver a amiga, Janaina aproximou-se com naturalidade para cumprimentá-la.
— Janaina, você está linda esta noite! — elogiou Daniela com um sorriso.
— Olha quem fala, você também está maravilhosa.
Bastava olhar ao redor para perceber que não havia ninguém no salão cuja beleza ofuscasse a de Daniela.
Poucas conseguiam sequer se igualar a ela. Enquanto muitas dependiam de maquiagem, Daniela possuía uma beleza natural, traços que por si só já eram perfeitos.
— Elisa.
Janaina também cumprimentou Elisa.
Elisa retribuiu com um sorriso.
Ela procurava o irmão mais velho em meio à multidão.
— O Senhor Neves está logo ali — avisou Janaina.
Ela olhou na direção de Marlon e notou que ele estava bem próximo a Mafalda.
Era evidente que Marlon gostava de Mafalda.
— Vou deixar vocês conversarem. Vou lá falar com o meu irmão — disse Elisa, sorrindo.
Ela fez um aceno de cabeça para Victor e Henrique em forma de cumprimento, mas ignorou completamente Francisco, que seguia Daniela em silêncio.
A Família Neves e a Família Pinto continuavam sendo inimigas mortais.
Ela sempre achou que Francisco era um canalha em sua vida pessoal, por isso nunca fazia questão de ser amigável com ele.
Quando conhecidos se reuniam, os assuntos fluíam com facilidade.
De vez em quando, engatavam conversas com os executivos presentes.
Daniela apresentou Janaina a vários empresários e também a algumas jovens da alta sociedade, todas com um caráter admirável.
Com as pessoas falsas, que agiam de um jeito pela frente e de outro pelas costas, Daniela apenas acenava educadamente, sem se aprofundar. Ela sabia que essas mesmas pessoas a difamavam pelas costas e, inclusive, já haviam se juntado a Cíntia para prejudicá-la no passado.
Graças às investigações que Victor fizera por ela algumas vezes, Daniela já sabia quem era de confiança e quem não era, além de contar com as lembranças de sua vida passada.
— Por que a Patrícia não veio?
Janaina perguntou de repente.
Todos os convidados do Senhor Freitas já haviam chegado, mas não havia sinal de Patrícia.
Uma voz desconhecida soou próxima a elas.
As duas olharam na direção de quem falava. Era um homem que nunca tinham visto, segurando uma taça de vinho tinto em cada mão e sorrindo para Daniela.
— Boa noite, senhor.
— Em que posso ajudá-lo? — perguntou Daniela, de forma polida.
— Meu nome é Gilson. Não vim te incomodar, só queria fazer amizade com você, Daniela. — O sorriso de Gilson era gentil, e ele parecia totalmente inofensivo ao oferecer uma das taças de vinho a Daniela.
— Senhorita Nunes, me daria a honra de aceitar esta bebida?
— Senhor Gilson, agradeço, mas já bebi bastante esta noite e não posso aceitar — recusou Daniela delicadamente.
Ela ergueu o copo de suco que estava na mesa e disse a ele: — Deixe eu brindar com suco com você.
Gilson manteve o sorriso no rosto e respondeu: — Perdoe-me a impertinência.
Ele estendeu a taça que segurava na mão direita, tocou de leve no copo de Daniela, fez um aceno de cabeça para Janaina e virou a bebida de uma vez.
— Senhorita Nunes, não vou mais atrapalhar o seu tempo.
Gilson ergueu a taça vazia em um gesto amigável, sorriu e virou-se para ir embora.

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