Ela deu uma risada forçada: — Sente-se um pouco. Vou avisar a Daniela e já venho. Podemos dar uma volta pelas ruas aqui perto.
— Fechado.
O peito de Henrique transbordou de alegria.
Janaina já não rejeitava as suas investidas de imediato.
O convívio entre eles se assemelhava cada vez mais ao de um casal de namorados.
Assim que Janaina foi para os fundos, Henrique pegou o celular para mandar uma mensagem a Victor Amaral, mas, de repente, Francisco aproximou-se dele e disparou: — Querendo avisar o Victor?
Henrique levantou a cabeça num sobressalto e reclamou: — Francisco, você não faz barulho quando anda não? Que susto! Matar alguém de susto não é brincadeira.
— E eu falo com o Victor todos os dias.
Francisco bufou com frieza: — Vocês dois agora são farinha do mesmo saco. Vocês se juntaram para me armar uma cilada.
— Quando foi que armamos contra você? O que é que você perdeu? Francisco, você virou um porco-espinho. Vive arrepiado e querendo espetar qualquer um que cruze o seu caminho.
— Humpf!
Francisco bufou novamente, puxou Henrique até a sua mesa e forçou-o a se sentar.
— O Victor não é mais meu amigo, mas você ainda é. Já que nos esbarramos aqui, vamos colocar o papo em dia.
Para dar atenção a Francisco, Henrique não poderia mandar a mensagem para Victor, avisando-o para que fosse até lá.
Henrique deu uma risada incrédula: — Francisco, você está criando coisas na cabeça. Eu realmente não ia dar aviso nenhum, só ia falar com o Victor sobre negócios.
— Nós dois também podemos falar de negócios. Nossas empresas têm vários projetos em parceria, podemos falar sobre o que você quiser.
Henrique respondeu: — ... Francisco, você está passando dos limites.
— Se vocês não se importam, eu me importo.
— Não sei nem mais o que te dizer.
Francisco deu um sorriso cheio de amargura: — Pode dizer que eu estou sofrendo por minha própria culpa. Vocês já cansaram de me dizer isso, e de fato, eu causei o meu próprio sofrimento.
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