— Wilson.
Cíntia Veloso apressou-se em ir atrás do marido, segurando-o.
Davi Vieira também queria ter chamado o filho, mas, ao ver a atitude da nora, calou-se, embora ainda mantivesse o semblante fechado.
— Pai.
Jonas Vieira chamou o pai: — Não fique com raiva do meu irmão mais velho. Vamos apenas comer em paz. De que adianta obrigá-lo a pedir desculpas se não for de coração?
— Se ele não quer pedir desculpas, que não peça. Minha mãe é compreensiva, e, como mais velha, não vai levar isso para o lado pessoal.
O fato de um menino de dez anos dizer palavras como aquelas fez com que Daniela Nunes e Francisco Pinto trocassem mais um olhar. Os dois finalmente entenderam de onde vinha a preocupação de Wilson Vieira: aquele Jonas era igualzinho à mãe.
Giovana Almeida também se apressou em dizer: — É verdade, Davi Vieira, não fique irritado. E não brigue com o Wilson. A culpa foi minha. Eu não deveria ter sido tão mesquinha e criado caso por pouca coisa. Ele esbarrou em mim e me machucou, mas provavelmente foi sem querer.
— Sou mais velha que ele, devo ser mais tolerante e não levar isso a sério. Não fique bravo.
Ela se levantou e caminhou até Wilson na intenção de segurá-lo, mas ele a fuzilou com o olhar e esbravejou: — Não encoste em mim!
Giovana manteve o sorriso conciliador: — Wilson, eu estava errada agora há pouco. Não devia ter feito tanto alarde, nem ido reclamar com o seu pai. O erro foi meu, não brigue com ele por causa disso.
— Seu pai ainda ama muito você. Você e o Jonas são irmãos, ambos filhos legítimos dele. Seja você ou o Jonas, ele ama os dois da mesma forma.
— Embora eu não seja sua mãe de sangue, ao me casar com seu pai e me tornar sua madrasta, também vou tratá-lo como se fosse meu próprio filho. Fique tranquilo, o que o Jonas tiver, você também terá, e até o que ele não tiver, você terá.
— Vá comer, não fique mais zangado.
Em seguida, Giovana ordenou ao mordomo: — Vá ao quintal e chame a minha irmã. Diga que o jantar está servido.
Desde que chegara, Júlia Almeida estava passeando pelos jardins da Família Vieira. Ela achava que o Terraço do Atlântico era ainda maior e mais deslumbrante do que a enorme mansão onde sua irmã morava antes.
Não era à toa que a irmã sempre quisera se mudar para o Terraço do Atlântico. Com uma casa tão maravilhosa e de vista tão esplêndida, até ela queria morar ali.



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