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Amor! Me Deixa Explicar! romance Capítulo 699

— Mas, quando eles chegaram, eu já tinha dominado os três marginais.

Francisco não escondeu nada; relatou a Daniela tudo o que cada um havia feito na noite anterior.

Não abriria mão de nenhum crédito que lhe fosse devido, mas também não tomaria para si o mérito alheio.

— Deve estar com fome. Desça para comer alguma coisa. Chamei a Juliana para cozinhar para você, eu sabia que acordaria com dor de cabeça.

Daniela massageou novamente as têmporas doloridas. — Minha cabeça está doendo. Não é muito forte, mas dói o suficiente para irritar.

Assim que ela terminou de falar, Francisco tocou de leve na testa dela, num gesto de repreensão. Toda a paciência que ele estava tentando manter desapareceu, e ele a repreendeu asperamente.

— Se eu não tivesse instalado aquele alarme, você e a Patrícia estariam mortas a essa hora. Você se livrou de mim, certo. Por mais feliz que estivesse, precisava encher a cara desse jeito? Isso não faz mal à sua própria saúde?

— Nunca mais beba desse jeito. Tente ficar bêbada de novo para ver! Se eu souber que você se embebedou outra vez, vou fazer com que você se arrependa amargamente ao acordar! Daqui a pouco, vou tirar todo o álcool desta casa.

— Quero ver como você vai beber. Agora está aí reclamando de dor de cabeça, mas bem que merecia sofrer ainda mais. Já que você me odeia tanto e está tão feliz por estar livre de mim, vá dançar, pular de alegria, qualquer coisa, menos isso.

Daniela aceitou as duras repreensões dele.

— eu realmente não fazia ideia de que isso podia acontecer.

Daniela murmurou baixinho.

Era difícil acreditar que os homens do Ulysses estavam de olho nela.

— Eu não vou mais beber. O álcool estraga tudo.

Daniela não decidiu parar de beber por causa dos xingamentos de Francisco, mas porque realmente acreditava que beber causava problemas facilmente.

Não queria mais beber.

— Obrigada por ontem à noite, Francisco.

Daniela agradeceu a ele.

Daniela franziu os lábios levemente, e não disse mais nada.

Francisco puxou uma cadeira para ela na mesa de jantar, serviu-lhe uma tigela de sopa e, ao colocá-la na frente dela, disse: — Tome a sopa primeiro.

Ao lado da tigela de sopa havia um copo de água com mel.

— Desculpem o incômodo, a você e à Juliana.

Daniela disse, com um tom de desculpa.

Francisco não olhou para ela, apenas disse: — Coma. Só vou embora depois que você terminar. Deixa uma cópia da chave com a Juliana e avisa a portaria; deixe que ela venha cozinhar para você no dia a dia. Quando sua mãe e seu tio voltarem de viagem e se mudarem para cá com você, eu chamo a Juliana de volta.

— Vou providenciar oito guarda-costas para você, revezando-se em dois turnos diários, quatro em cada turno, para garantir que o que aconteceu ontem não se repita.

— O Ulysses tem muitos capangas e ontem à noite só pegamos três. Quem sabe quantos mais virão acertar as contas com você? E o Ulysses também deve ter um chefe; talvez esse chefe dele também tenha nos jurado de morte.

— Enfim, é melhor ter cuidado. Embora estejamos divorciados, ainda podemos ser amigos. Você só virou alvo do ódio dos homens de Ulysses por minha causa, então é meu dever providenciar proteção para você.

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