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Amor! Me Deixa Explicar! romance Capítulo 696

Patrícia desligou o telefone e correu até lá. O homem tinha acabado de subir e, assim que mostrou a cabeça, levou um chute dela.

O homem soltou um grito de dor.

Ao erguer o olhar, ele viu Patrícia parada lá em cima, que o alertou: — Vai descer sozinho ou quer que eu te derrube daqui de cima? Desta altura, se eu te chutar, você morre ou no mínimo fica aleijado.

O homem olhou para Patrícia com uma expressão sombria e cruel. Ele estava de touca ninja, com só os olhos aparecendo, e sua ferramenta de escalada era uma corda com um gancho.

Bastava que Patrícia soltasse o gancho preso ao parapeito para que ele despencasse.

Havia outra pessoa lá embaixo que, ao ouvir a voz de Patrícia, escorregou rapidamente pela corda e gritou com uma voz baixa e urgente: — Desce logo, corre!

Eles haviam disparado o alarme ao invadir o local, mas, como sabiam que Daniela morava sozinha na mansão, seguiram com o plano original mesmo com o alarme soando.

O que não esperavam era que não apenas houvesse outra pessoa além de Daniela, mas que essa pessoa estivesse bem acordada.

Mesmo sendo uma mulher, ela tinha a vantagem da posição, enquanto eles estavam em desvantagem, incapazes de fazer qualquer coisa contra Patrícia.

O homem de preto não ousou continuar subindo e começou a escorregar rapidamente para baixo. Quando ele estava na metade do caminho, Patrícia puxou com força o gancho preso ao parapeito. Ao soltar, o gancho e o homem despencaram no chão.

Como estavam apenas na metade da altura, a queda não seria fatal.

Mas com certeza causaria ferimentos, no mínimo algumas fraturas.

Os outros dois homens de preto no chão rapidamente ampararam o companheiro ferido e tentaram fugir.

Do telhado, Patrícia gritou na direção deles: — Segura eles, vou ligar para a polícia agora mesmo.

Acontece que ela não estava gritando com os invasores.

Os três viraram a cabeça e viram sete ou oito homens avançando rapidamente para cercá-los.

A mansão ao lado estava totalmente iluminada.

Era a casa que Francisco havia acabado de comprar. A suíte principal já havia sido reformada, e ele se mudara naquela mesma noite, iniciando seu plano de ficar mais próximo para reconquistar a ex-esposa.

Ele só não imaginava que, logo na sua primeira noite ali, a casa da ex-esposa seria invadida.

O sistema de alarme fora instalado quando Francisco ainda morava lá, então ele conhecia tudo no local melhor do que ninguém.

Imediatamente, ele liderou sua equipe de guarda-costas, pulando o portão para cercar os três homens de preto.

Francisco balançou a cabeça: — Não, são completos estranhos. Tenho certeza de que nunca os vi antes.

Ele deu mais um chute no homem e exigiu: — Falem, quem mandou vocês aqui?

O homem segurou a barriga e gemeu de dor: — Ninguém nos mandou, só queríamos roubar algumas coisas.

— Roubar algumas coisas? Sabem de quem é esta casa? Como ousam vir roubar aqui?

Francisco não acreditava muito que aqueles homens estivessem ali apenas para roubar.

O homem insistiu até o fim que a intenção era o roubo, dizendo, contorcido de dor: — Nós vigiamos o local por muito tempo, sabíamos que quem mora aqui agora é a antiga Senhora Pinto, e que ela vive sozinha.

— Por isso tivemos a coragem de invadir para roubar.

Francisco deu uma risada fria: — Vocês sabiam que é a residência da Senhora Pinto e mesmo assim ousaram vir roubar? Estão querendo morrer!

Ele deu mais um chute no homem.

E perguntou a Patrícia: — Já chamou a polícia?

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