O buquê que havia sido retirado provavelmente tinha sido um presente de Victor.
A avó não o jogou fora, apenas o deixou ao lado do vaso, para que a empregada o descartasse quando fosse limpar.
Pouco depois, Wilma e seu irmão desceram as escadas.
Ao verem a avó, apressaram-se em cumprimentá-la.
A avó sorriu e disse:
— O Francisco viajou a negócios. Eu estava sozinha em casa, muito entediada, então vim sem cerimônia para filar o café da manhã. Com companhia, o apetite até melhora.
Wilma sorriu e disse:
— Se a senhora gosta, pode vir comer todos os dias. Com mais gente, a comida fica mais saborosa, e estamos tão perto.
— O Francisco viajou?
— Sim, ele correu para o aeroporto logo cedo. Ele atrasou muito trabalho e agora terá muito o que fazer. Deixe-o se ocupar, essa é a responsabilidade dele.
Wilma murmurou em compreensão e perguntou:
— Quanto tempo ele vai ficar fora desta vez?
— Ele disse que de dez a quinze dias, mas depende do trabalho. Se não resolver nesse tempo, pode levar um mês. Ele já chegou a viajar a negócios e ficar dois meses seguidos fora.
Isso não era mentira, Daniela sabia.
Na sua vida anterior, Francisco era um viciado em trabalho. Além de sair cedo e voltar tarde todos os dias, as viagens de negócios eram frequentes. Muitas vezes ficava fora por dez ou quinze dias, e às vezes passava um ou dois meses sem voltar.
Ela queria acompanhá-lo nas viagens, mas ele sempre recusava, dizendo que ela não entendia de negócios e que, se fosse, não ajudaria em nada e só lhe traria problemas.
Daniela achava que ele não gostava dela e a desprezava por não saber fazer nada.
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