Os dois já estavam com os rostos inchados e roxos.
Ambos pareciam gostar de atacar o rosto um do outro. Como eram dois homens bonitos e acreditavam que era justamente aquela face que agradava a Daniela, focaram seus ataques ali.
O resultado foi inevitável: narizes inchados e olhos roxos.
Bater na porta não adiantou, e tocar a campainha também não surtiu efeito.
Daniela não teve outra escolha a não ser ligar para Francisco.
Francisco, naquele momento, mantinha Victor imobilizado no chão com firmeza. Quando o celular tocou, ele encarou Victor com um olhar mortal e sussurrou:— A Daniela chegou.
— Eu sei.
Victor não era surdo.
— Me solta, deixa eu levantar. Vamos fazer uma trégua — pediu Victor.
Francisco respondeu com ódio:— Victor, e eu que te considerava um amigo... você teve a coragem de cobiçar a minha mulher.
— Foi você mesmo que deixou de amar a Daniela. Vocês estão divorciados, gostar dela agora é minha liberdade.
— Eu não queria o divórcio! Eu repeti isso várias vezes na frente de vocês. Eu não quero me divorciar. Quando me casei com a Daniela, foi pensando em passar a vida inteira com ela.
— O divórcio é apenas temporário. Eu vou reconquistá-la e me casar com ela novamente!
Victor soltou um riso frio:
— Espere até reconquistá-la para falar. Vocês se separaram, então eu tenho o direito de cortejá-la. Vamos ter uma disputa justa.
— Ao diabo com a disputa justa! Isso nunca poderá ser justo!
Victor riu com escárnio.
— Você está com medo, não é? Você sabe o quanto machucou a Daniela e sabe que não tem chances. Você tem medo e não ousa competir comigo de igual para igual.
Francisco estava, de fato, com medo.
Ele não tinha nenhuma garantia.
— Atenda logo o telefone da Daniela.
Victor o repreendeu:— Me solta, eu quero levantar. Por que a Daniela não me ligou?

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