Daniela arrastou Isabel para fora, levando-a diretamente até o carro de Isabel, longe da multidão.
Só então ela soltou Isabel.
Isabel lutou durante todo o trajeto, mas Daniela não a largou. Quando finalmente a soltou, o pulso de Isabel já estava vermelho.
Sacudindo a mão e vendo a vermelhidão no pulso, Isabel ficou furiosa. Ela ergueu a mão, pronta para dar um tapa no rosto de Daniela.
Aquele tapa, no entanto, não chegou ao rosto de Daniela, foi interceptado no ar por uma mão grande e forte.
— Irmão?
Quem segurava o pulso de Isabel era Francisco.
Ele também estava na cafeteria, ajudando Daniela a receber os convidados importantes. Ao ouvir a pergunta da sogra momentos antes, ele soube que a irmã estava causando confusão e correu para ver o que acontecia.
— O que eu te disse agora há pouco? Se veio para parabenizar, fique quieta. Se veio para causar problemas, dê o fora daqui imediatamente!
Francisco falou com severidade:
— Olha só o que você fez. Ainda queria bater na sua cunhada? Mamãe te mandou aprender regras de etiqueta, onde foi parar essa educação? Olhe para você, onde está a postura de uma dama da alta sociedade?
Ele decidiu que precisava falar com a família, a irmã precisava de disciplina rígida e não podia mais ser mimada.
Tinham-na mimado tanto que ela não conhecia mais os limites.
Se a estante que Isabel empurrou tivesse realmente caído e machucado alguém, além do péssimo presságio no dia da inauguração da livraria de Daniela, haveria a questão das indenizações.
Isabel estava claramente procurando encrenca.
— Irmão, foi ela quem machucou minha mão primeiro. Olha como meu pulso está vermelho. Ela me arrastou para fora como se eu fosse um cachorro morto. Tanta gente olhando, você acha que eu não tenho dignidade?
— Irmão, você chegou na hora certa. Faça ela me pedir desculpas. Ela me machucou, tem que se desculpar. Ela me arrastou à força e me fez passar vergonha, tem que pagar uma indenização por danos morais.
— Eu não quero muito dinheiro, uns dez ou vinte milhões já estariam bom.
Daniela riu com escárnio.
— O que ela é? Ela não serve nem para carregar seus sapatos. Você claramente não a ama, por que a protege? Por que a ajuda?
— Sem você, ela teria o que tem hoje? Teria dinheiro para abrir loja, para abrir empresa e ser patroa? Antes ela só tinha um empreguinho ganhando um salário mínimo.
— Cale a boca!
Francisco encarou a irmã com o rosto sombrio e soltou um rugido baixo, fazendo Isabel se calar.
— Da minha vida cuido eu, você não tem o direito de dar palpites. Suma daqui agora!
Francisco bateu a porta do carro com força.
Isabel ficou com os olhos vermelhos de raiva. O irmão gritou com ela por causa de Daniela! E ainda mandou ela sumir!
O irmão nunca a tratara assim. Era tudo culpa da Daniela!
Isabel lançou um olhar fulminante para Daniela e arrancou com o carro, cheia de ódio.

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