Janaina Assis estava debruçada sobre a mesa, perdida no mundo dos sonhos.
— Deus sabe o quanto desejei me livrar de Francisco, ele foi longe demais... Por que estou vendo aquele canalha?
Daniela Vieira murmurava para si mesma.
A porta da sala reservada foi empurrada.
A pessoa que entrou era, de fato, Francisco.
Ele sabia que Daniela estava ali comendo e bebendo, por isso veio.
Elisa Neves e Patrícia Amaral ficaram atônitas, observando Francisco entrar a passos largos.
Ele parecia um pouco mais magro e abatido, aparentemente, a insistência de Daniela pelo divórcio o havia afetado.
Embora estivesse mais magro, continuava extraordinariamente bonito. Com o rosto sério, ele parecia bastante severo. Enquanto ele caminhava em direção a elas, nem Elisa nem Patrícia pensaram em detê-lo, apenas observaram enquanto ele chegava ao lado de Daniela.
Ele se inclinou, puxou um dos braços de Daniela, colocando-o sobre seus ombros, e a ajudou a se levantar.
— Francisco!
Elisa recuperou-se do choque, levantou-se e estendeu a mão para bloquear o caminho de Francisco, dizendo:
— Para onde você pensa que vai levar a Daniela?
Francisco respondeu com voz grave:
— Minha esposa bebeu demais, vim levá-la para casa. Senhorita Neves, eu pagarei a conta depois. O jantar desta noite é uma cortesia da minha esposa.
— Não, a Daniela já se divorciou de você!
Daniela, amparada por Francisco, também tentou empurrá-lo. Como havia bebido muito, sua fala estava embolada:
— Francisco, eu... eu não sou mais sua esposa... Eu me livrei de você, finalmente me livrei...
— Eu não vou mais morrer...
O rosto de Francisco escureceu, mas ele manteve a paciência, segurando-a firmemente e sussurrando com gentileza:

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