Cíntia agarrou Francisco pelo braço e o puxou para o lado, distanciando-o de Daniela.
Certificando-se de que Daniela não podia ouvir, Cíntia sussurrou:— Francisco, o que a Daniela disse é verdade? Você vai dar a mansão onde vocês moram para ela?
— No dote que você deu, já havia vários imóveis. Eram apartamentos de luxo ou casas, todos valiosos. Quantas casas ela precisa para morar sozinha?
— Se você der essa casa também, vai sair perdendo muito nesse divórcio.
— Seus bens são anteriores ao casamento, então mesmo que você não dê nada a ela, ela não pode reclamar. Além disso, vocês se casaram há poucos meses e é ela quem insiste no divórcio. Você poderia perfeitamente pedir o dote de volta.
Cíntia não tinha visto o acordo de divórcio de Francisco e Daniela, então desconhecia a divisão de bens do jovem casal.
— Você pediu para ela devolver o dote? Pelo menos oitenta por cento deveria ser devolvido.
Francisco respondeu:— O dote foi dado a ela, é dela. Não precisa devolver.
— A mansão onde moramos é o lar dela. Ela considera aquele lugar sua casa. Vou deixá-la para ela, ela se acostumou a viver lá.
De qualquer forma, foi a casa onde Daniela viveu por três anos, e ela cuidou daquele lar com muito carinho.
Mesmo que tenha sido em um sonho.
Sem perceber, Francisco estava tratando o sonho como realidade.
— Não precisa devolver o dote? E ainda vai dar a mansão? O que mais você deu a ela?
Cíntia ouvia aquilo e sentia uma inveja enlouquecedora.
Francisco era tão generoso com Daniela!
— Cíntia, esse é o meu acordo de divórcio com a Daniela. Tudo o que prometi, eu vou cumprir.
Francisco não contou a Cíntia que também havia dado a Daniela uma compensação de trezentos milhões.


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