— Francisco, Daniela.
O grito familiar ecoou.
Nem precisaram olhar para saber quem era.
Era Cíntia.
Daniela olhou para Cíntia, que vinha trotando em direção a eles, e um sorriso irônico surgiu no canto de seus lábios:— O amor da sua vida chegou. Ela está esperando o nosso divórcio.
A expressão de Francisco tornou-se extremamente desagradável.
Ele não entendia como Cíntia poderia estar ali, e para quê?
Ah, sim. Ele havia comentado com Wilson na noite anterior que ele e Daniela iriam se divorciar hoje. Wilson devia ter contado a Cíntia.
Na noite anterior, Wilson havia pedido que ele fosse ajudar Cíntia a expulsar Giovana Almeida, mas ele recusou.
Os assuntos da Família Vieira não lhe diziam mais respeito, a menos que Daniela ainda fosse a herdeira da Família Vieira.
Cíntia aproximou-se, um pouco ofegante pela corrida.
Ela tirou uma garrafa de água da bolsa, estendeu-a para Francisco e disse:— Francisco, abre a tampa para mim, por favor.
Por instinto, Francisco pegou a garrafa e abriu a tampa. Era algo que ele e Wilson haviam feito inúmeras vezes.
Depois de abrir, devolveu a garrafa a Cíntia.
Cíntia bebeu alguns goles antes de falar:— Ouvi o Wilson dizer que vocês dois iam se divorciar hoje, então vim correndo. Estou cansada e com sede, nem tive tempo de beber água antes.
— Francisco, Daniela, vocês vão mesmo se divorciar? Há quanto tempo estão casados? É normal casais terem pequenos conflitos e mal-entendidos. Basta conversar e esclarecer tudo.
— Não há necessidade de chegar ao ponto do divórcio.
No fundo, ela torcia desesperadamente para que se divorciassem, mas, superficialmente, Cíntia precisava manter a pose de pacificadora.


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