— Está insatisfeita? Daniela, se tiver alguma exigência, pode falar. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para satisfazê-la.
O silêncio de Daniela fez o coração de Francisco acelerar, achando que ela não estava satisfeita com a compensação.
— Francisco, não tenho exigências. Você me deu até demais.
Daniela falou. Não era insatisfação, era surpresa.
Não esperava que Francisco lhe desse tanta compensação.
— Eu errei com você primeiro, é justo te dar tudo isso. Desde que você não me odeie.
— Eu não te odeio.
Daniela disse calmamente.
— Já odiei, agora não odeio mais.
Quando o amava, odiava a frieza dele.
Agora que não amava mais e ele concordou com o divórcio, ela não odiava mais.
Francisco fez uma pausa e sorriu amargamente:
— Sem amor, não há ódio. Daniela, você não me ama mais, por isso não me odeia mais.
Antes ela dizia que o odiava, que odiava Cíntia.
Hoje, o olhar dela para ele era calmo, sem nenhum vestígio de amor.
— Cadê a caneta? Vou assinar.
— Ah, esqueci de pegar a caneta. Vou subir para buscar.
Francisco levantou-se e virou-se para subir as escadas.
No escritório, pegou a caneta e a almofada de carimbo.
Mesmo com os itens na mão, ele não desceu imediatamente. Ficou no escritório enrolando por mais uns dez minutos antes de descer.
Quando entregou a caneta a Daniela, viu que ela já havia assinado. O acordo de divórcio estava sobre a mesa de centro, com uma caneta pressionando o papel.
— Você conseguiu uma caneta.
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