Giovana, com os olhos brilhando, disse:
— Pelo meu filho, eu preciso ter capacidade de me proteger. Preciso vencer essa guerra. É uma batalha de vida ou morte, não posso ter nem um pingo de compaixão.
Ela seria a generala no campo de batalha!
— Wilma, vim hoje ver a Daniela, mas principalmente para agradecer por você ter facilitado as coisas entre mim e Davi. Embora eu seja uma pessoa sem vergonha, sei ser grata. Você me ajudou, e eu vou te ajudar a desabafar essa raiva.
— Espere e verá. Quando eu entrar para a Família Vieira, garanto que vou domar aquela nora hipócrita até ela ficar mansinha.
— E tem mais, aquela sem-vergonha vive rondando seu genro. Peça para a Daniela ficar de olho no Senhor Francisco, para não ser seduzido. O Wilson é um lixo que não se importa com os chifres na cabeça, ele só se importa com vantagens.
— Aquele casal é farinha do mesmo saco. Realmente, eles se merecem. É o casal mais detestável que já vi.
A Wilma quis dizer que a filha e o genro também iriam se divorciar, mas engoliu as palavras.
Era um assunto privado de sua família, não havia necessidade de espalhar.
— Isso é mérito da Senhora Almeida. Eu apenas fui sensata, não ajudei em nada.
A Wilma queria rir por dentro, mas manteve a polidez no rosto.
Ela já podia prever como seria o futuro da Família Vieira.
Foi a escolha deles. Não importava as consequências, eles teriam que aguentar.
As duas conversaram por um longo tempo, principalmente com Giovana falando e a Wilma ouvindo, respondendo ocasionalmente.
Giovana ficou uma hora antes de ir embora.
Sem saber que Giovana tinha ido ao hospital visitar Daniela, Cíntia soube que Francisco havia voltado para a Vila de Pinto e foi direto para lá.
No entanto, viu Francisco saindo com duas marmitas térmicas nas mãos.
— Francisco, onde você vai?
Cíntia perguntou o óbvio.
Francisco ergueu as duas marmitas e respondeu:

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