— Eu achei que, ao dar a ela o título de Senhora Pinto e o tratamento que uma esposa merece, ela não ficaria tão zangada, mesmo com meu erro no casamento...
— Ela me amava tanto.
— Fui ingênuo demais, egoísta demais. Superestimei a mim mesmo.
— Minhas ações a feriram, e a dor que ela sente é mais profunda do que eu imaginava.
— O coração dela esfriou. Ela só quer fugir de mim.
Francisco virou-se e socou a parede algumas vezes, dizendo com dor:— O que foi que eu fiz?
Henrique deu um passo à frente, bateu no ombro dele, mas não disse nada.
Victor não se mexeu, Francisco o vigiava, até o considerava um rival amoroso, qualquer coisa que ele fizesse ou dissesse, Francisco reagiria contra ele.
Sabendo que Daniela estava ferida, Victor ficou ansioso e preocupado, e nos bastidores mandou investigar. Mas publicamente, ele não ousava fazer nada, com medo de que Francisco descobrisse, entendesse mal sua relação com Daniela e questionasse Daniela.
O que ele podia fazer era aproveitar o fato de que sua irmã era sócia de Daniela para visitá-la no hospital, mas só podia dar uma passada, não podia ir todos os dias.
Ao ouvir Daniela pedir o divórcio a Francisco, o coração de Victor deu um aperto.
A expressão de dor de Francisco lhe disse que ele já se importava com Daniela.
Francisco não queria se divorciar.
Só que Francisco havia se enganado desde o começo; ao chegar a este ponto, Daniela estava desiludida, e Francisco colheu o que plantou.
Victor também queria saber se Francisco estava disposto a se divorciar, mas não ousava perguntar.
Francisco apenas disse aquelas poucas palavras e não continuou.
Isso o deixou desesperado!
Alguns minutos depois, Francisco se virou, olhando Victor diretamente nos olhos. Victor encará-lo com naturalidade.
Henrique olhou para um, depois para o outro, tocou em Francisco e disse:— Francisco, por que está olhando assim para o Victor?
Francisco não respondeu a ele, mas perguntou a Victor:— Victor, embora não sejamos amigos de infância, nos conhecemos há muitos anos. Eu realmente te considero um amigo.
— O que você acha sobre minha esposa querer o divórcio?
Baixou as mãos, desamparado.
— Estou muito irritado. Queria fumar ou beber alguma coisa.
Henrique suspirou:— Nenhum de nós tem o costume de andar com cigarros.
— Francisco, pense bem. Continuar assim não é bom para ninguém.
Ele bateu novamente no ombro de Francisco.
— Você tem muitas qualidades, mas é obcecado demais. Cíntia já não pertence a você, e você não superou.
— Sua obsessão fez você sofrer e ferir inocentes.
Francisco encostou-se na parede sem forças.
Olhou para Victor por dois minutos inteiros antes de dizer:
— Prometi à Daniela. Quando ela tiver alta, vamos ao cartório assinar o divórcio.

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