— Daniela, você acordou.
A Senhora Vieira segurou a mão da filha, com os olhos vermelhos.
— Mãe, eu estou... no hospital?
Daniela Vieira olhou para o ambiente ao redor e confirmou que estava no hospital.
Além de sua mãe, estavam no quarto seus tios, Francisco Pinto e a velha senhora.
Os primos de Francisco Pinto também estavam presentes.
Ela não morreu.
Quem sobrevive a um grande perigo terá grande sorte!
— Sim, está no hospital. Ontem à noite, você e Francisco encontraram sequestradores. Você se feriu e foi internada. Minha filha, como você pôde perseguir e bater o carro neles? E se o carro tivesse explodido com você dentro? O que seria de mim?
Daniela Vieira lembrou-se dos acontecimentos da noite anterior.
Ela estendeu a mão para tentar enxugar as lágrimas da mãe.
A Senhora Vieira imediatamente segurou a mão dela contra o próprio rosto.
— Mãe, eu estou bem, veja. Não podíamos deixá-los escapar. Eu bati neles por trás, eu não capotaria, eles é que capotariam.
Daniela Vieira enxugou as lágrimas do rosto da mãe.
— Mãe, estou bem, estou bem de verdade.
— Ainda diz que está bem, está toda ferida. Francisco me ligou e eu quase morri de susto, minhas pernas ficaram moles, não consegui dirigir, sua tia teve que dirigir.
— De agora em diante, não faça nada tão perigoso.
Daniela Vieira queria dizer que jamais deixaria um dos inimigos da vida passada escapar.
Naquele momento, ela não pensou muito, só pensou que aquele bandido não poderia fugir, então dirigiu e bateu nele sem se importar com nada, só perdeu a consciência depois de ver o carro deles capotar.
No meio do caminho, parecia que ela tinha acordado, mas logo adormeceu novamente.
— Prometa para a mamãe, não faça mais nada tão perigoso no futuro. A mamãe só tem você. Se acontecer algo com você, a mamãe não vai querer mais viver.
As palavras da senhora Vieira apertaram o coração de Daniela Vieira.
Daniela Vieira não respondeu à mãe, ela olhou para Francisco Pinto.
Francisco Pinto estava ao lado da Senhora Vieira, também olhando para ela.
— Aqueles sequestradores foram todos pegos? — Perguntou Daniela Vieira.
Francisco Pinto respondeu:— Pegamos uma parte, alguns fugiram e ainda estão sendo caçados.
— Não se preocupe, nenhum deles vai escapar, todos serão pegos. A polícia vai persegui-los, e eu também mandarei investigar. Assim que tiver pistas, avisarei a polícia para prendê-los.
— Daniela, de agora em diante, vou providenciar dois guarda-costas para protegê-la.
Francisco Pinto não queria que o incidente da noite anterior se repetisse.
Ele mesmo passaria a andar com guarda-costas, não por ostentação, mas por segurança.
Normalmente, confiando em suas habilidades de luta e pensando que havia câmeras de vigilância por toda parte, ele achava que os sequestradores não seriam tão ousados, por isso nunca usava guarda-costas.
Depois do que aconteceu ontem à noite, Francisco Pinto decidiu que sempre levaria guarda-costas ao sair, e também designou dois para proteger Daniela Vieira.

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