Daniela Vieira não queria tremer, mas recordou-se do medo e do desespero que sentiu na hora de sua morte na vida passada.
Ela odiava aqueles sequestradores até a medula.
Ao renascer, ela não teve pressa em buscar vingança, principalmente porque os eventos da vida anterior ainda não haviam acontecido nesta, e ela ainda não sabia quem era seu verdadeiro inimigo.
Portanto, ela pensou em viver bem a sua própria vida primeiro.
Ela suspeitava que as pessoas que a prejudicaram fossem o casal Wilson Vieira.
Além daquele casal, ela realmente não conseguia pensar em mais ninguém.
Embora Francisco Pinto tivesse se divorciado dela, ele não a trataria daquela maneira.
Por isso, após retornar, ela sempre manteve distância do casal Wilson Vieira.
Ela sabia que não tinha ninguém em quem se apoiar. Francisco Pinto era seu marido, poderia-se dizer que ele era seu apoio. Mas esse seu apoio não era confiável; sempre que surgia alguma questão envolvendo Cíntia Veloso, seu apoio se tornava um perigo para ela.
Ela não ousava considerar Francisco Pinto como alguém em quem pudesse realmente se apoiar, aproveitando-se apenas de Francisco Pinto para obter ganhos para si mesma, fazendo sua carteira engordar cada vez mais.
Não esperava encontrar sequestradores naquela noite, e entre esses sequestradores descobriu que um deles era o criminoso que a havia maltratado em sua vida passada.
— Eles são muitos...
Daniela Vieira fixou o olhar no homem de preto que liderava o grupo, ele era um dos sequestradores da vida anterior.
— Francisco, você não consegue lidar com tantos bandidos sozinho.
Daniela Vieira disse em voz baixa: — A polícia não sabemos quando chegará.
— Para vencer, precisamos derrubar o líder primeiro. Sem o comando, eles ficarão com medo.
Enquanto falava, Daniela Vieira brandiu o bastão que segurava e avançou diretamente contra o líder.
Em sua mente, surgiam as imagens da dor e da humilhação infligidas por aqueles bandidos na vida passada.
Deus sabe o quanto ela estava desesperada, com medo e cheia de ódio naquele momento.
O contra-ataque suicida de Daniela Vieira fez com que o homem de preto recuasse assustado.
Ela não se importava com os outros, seus olhos transmitiam apenas intenção assassina enquanto ela agitava o bastão de ferro sem parar, golpeando os homens de preto.
Ela acertou muitos golpes neles, mas também recebeu vários.
Percebendo a loucura anormal de Daniela Vieira, Francisco Pinto correu para protegê-la, impedindo que ela lutasse sozinha, e gritou:— Daniela, você ficou louca!
— Daniela!
Francisco Pinto gritou alto.
Algumas viaturas também tentaram impedir a fuga da van.
Daniela Vieira pisou fundo no acelerador, perseguindo e colidindo com um dos inimigos de sua vida passada, até que a van foi atingida e capotou de lado.
Ela também desmaiou devido ao impacto da colisão entre os dois veículos.
— Daniela, Daniela!
Francisco Pinto correu em sua direção como um louco.
A frente do carro dele estava irreconhecível.
Os danos eram graves.
Os vidros das janelas haviam sido quebrados pelos sequestradores.
A porta do motorista não abria, então ele entrou pela janela do passageiro, abriu a porta do carona, entrou no carro, soltou o cinto de segurança de Daniela Vieira e a retirou do veículo.

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