Isso também não ficaria muito humilde.
Ele sabia que tinha decepcionado Daniela. Francisco Pinto, ao ouvir as palavras da avó, deixou claro durante a cerimônia que o dote era para Daniela Vieira pessoalmente. Os sogros não iriam se intrometer no dote de Daniela Vieira.
Ele não esperava que Cíntia se metesse.
Ela era a mulher por quem ele havia tido uma paixão secreta por muitos anos, e agora ela estava mexendo no dote de Daniela Vieira. O dote preparado para Daniela Vieira parecia caro, mas na verdade não valia muito, e o dote de Daniela Vieira consistia apenas em uma casa geminada e um carro em nome dela. Ele não queria desentender-se com Cíntia, nem fazê-la passar vergonha. Por isso, permaneceu em silêncio.
Daniela Vieira também não disse nada. A questão do dote passou assim.
Mas, inesperadamente, depois de tanto tempo, Daniela Vieira, na frente dele, pediu o dote a Cíntia.
— Já que o dote enviado pela família do noivo foi explicitamente doado a mim, pessoalmente, então é minha propriedade pessoal. São minhas coisas. Com que direito a cunhada se apossou delas?
Cíntia Veloso: ......
— Cunhada, você é uma pessoa que entende as leis. Se não devolver meu dote e eu te processar, quem você acha que tem mais chances de ganhar?
— Claro, se Francisco Pinto ficar do seu lado, eu perderei. Mas não tem problema. Posso convocar uma coletiva de imprensa e tornar público o fato de você ter se apropriado do meu dote. A cunhada sempre prezou pela própria imagem, imagino que não queira que as pessoas saibam que fez algo tão excessivo, certo?
Cíntia Veloso: ......
Ela olhou para Francisco Pinto com uma expressão de vítima e chamou, chorosa:— Francisco, da última vez você disse que não precisava devolver. Por que Daniela está me pedindo o dote novamente hoje?
— Daniela, eu disse, falaremos sobre isso depois!
Francisco Pinto disse com voz grave:
— Vamos conversar quando chegarmos em casa.
— Por que falar em casa? A cunhada disse que você falou que não precisava devolver?
— O quê? Aquele dote não era para mim? Era para a minha cunhada?
Daniela Vieira falou com ironia:— Já que era para a minha cunhada, então por que você se casou comigo? Você deveria se casar com quem recebeu o dote.
— Então você se casou comigo. Já que se casou comigo, o dote naturalmente é meu. Mas eu não recebi o dote que me é de direito.
Francisco Pinto ficou mudo diante do questionamento dela.
Ele sabia que, se não lidasse bem com esse assunto hoje, seu casamento com Daniela Vieira realmente chegaria ao fim.
Mas aquele dote entrou no bolso de Cíntia.
Ele não sabia se Cíntia já havia gastado aquele dinheiro.
Pedir para Cíntia devolver agora seria difícil, seria como cortar a própria carne dela.
De um lado, a esposa legítima; do outro, a amiga de infância que ele amou por mais de dez anos.
Francisco Pinto estava em uma encruzilhada.
Não importava qual caminho escolhesse, não acabaria bem.

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