Entrar Via

Amor! Me Deixa Explicar! romance Capítulo 409

— Minha mãe não tolera traição no casamento. Tio Vieira fez algo imperdoável, minha mãe quer o divórcio e eu a apoio.

Daniela Vieira disse indiferente:— Você conseguiria tolerar seu marido traindo e tendo um filho bastardo? Desde que ele não trouxesse a amante para casa, você fingiria que nada aconteceu?

— Claro que não, eu... O Wilson não trairia!

Cíntia Veloso respondeu instintivamente.

Daniela Vieira riu:— Pois é, poucas esposas conseguem tolerar a traição do marido.

— Quando a faca não corta na própria carne, a gente não sente a dor.

— Não vou interferir no divórcio da minha mãe e do Tio Vieira, muito menos aconselhá-la a voltar. Eles que terminem numa boa.

A Senhora Vieira não brigava nem discutia, o que deixava até Davi Vieira sem argumentos.

Depois que Giovana Almeida pressionou Davi Vieira pelo divórcio, ele já dava sinais de ceder.

— Digo que vocês são bobas. Uma vez divorciada, a Senhora deixa de ser a Senhora Vieira e perderá muitas coisas.

— Minha mãe não é gananciosa.

Davi Vieira daria uma compensação à Senhora Vieira.

Cíntia Veloso engasgou, mas continuou murmurando:

— Entregar as próprias coisas para os outros...

Daniela Vieira concordou:— A cunhada tem razão, por que entregar as próprias coisas para os outros?

— Exatamente, o que é seu deve ser protegido, não cedido aos outros. Mesmo que seja para destruir, não entregue. Daniela, pense bem e vá aconselhar a Senhora.

— Vá fazer a canja para mim, vou conversar com a Daniela.

Francisco Pinto ficou em silêncio por um momento, mas acabou se levantando e indo em direção à cozinha.

Daniela Vieira falou nesse momento, e Francisco Pinto a ouviu perguntar:— Cunhada, quando Francisco quis se casar comigo, ele enviou um dote generoso. Ele deixou claro que o dote era para mim.

— Pela lógica, se o dote era para mim, então são minhas coisas. Mas depois que me casei de verdade, o dote que recebi em mãos foi apenas aquela casa geminada no Portal do Moinho e o carro que uso agora.

— Todo o resto do dote foi retido e apropriado pela cunhada. Como a cunhada disse, por que entregar as próprias coisas para os outros? Eu também acho, por que entregar o que é meu?

— Se fossem minha mãe e o Tio Vieira dizendo que queriam ficar com parte do meu dote, sendo meus mais velhos e tendo me criado, eu deveria retribuir e deixar o dote para a velhice deles, seria compreensível.

— Mas quando a cunhada se casou, eu já tinha mais de vinte anos. A cunhada não me criou, não me deve nada, com que direito se apossou do meu dote?

— A cunhada não deveria devolver o dote que me pertence?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor! Me Deixa Explicar!