Daniela Vieira atendeu rapidamente a ligação da sogra.
— Daniela, onde você está?
Assim que a ligação completou, a pergunta gélida da Senhora Pinto chegou aos ouvidos de Daniela Vieira.
— Estou na loja.
— Vou te mandar a localização. Venha agora, vamos conversar.
A Senhora Pinto desligou logo após falar, sem dar chance para Daniela Vieira recusar.
Rapidamente, a Senhora Pinto enviou a localização para Daniela Vieira.
Era o endereço de uma cafeteria.
— Janaina, vou sair um pouco. Daqui a pouco Francisco Pinto vai chegar. Diga a ele que tive uma emergência e fui embora. Mande-o voltar ao trabalho. Se ele quiser mesmo ajudar, que faça uma transferência.
Daniela Vieira pegou a bolsa e saiu apressada.
Janaina Assis perguntou preocupada:
— Aconteceu alguma coisa?
— Nada.
Janaina Assis seguiu até a porta da loja. Daniela Vieira já tinha entrado no carro e pedido ao motorista para ir à cafeteria indicada pela sogra.
Assim que Daniela Vieira saiu, Francisco Pinto chegou.
Ao dar de cara com o vazio, sua expressão ficou feia. Ele tinha dito claramente ao telefone que estava a caminho, a apenas cinco minutos de distância. Só porque esperou um pouco mais no sinal vermelho e atrasou dois minutos, ela fugiu.
— Para onde ela foi?
Francisco Pinto perguntou com frieza.
— Senhor Pinto, eu não sei. Daniela não disse para onde ia, apenas falou que tinha algo a resolver e saiu com pressa. Ela disse que se o senhor chegasse, era para eu avisar que, se quisesse ajudar, bastava fazer uma transferência.
Francisco Pinto apertou os lábios em silêncio. Na frente de Janaina Assis, pegou o celular e ligou para Daniela Vieira, mas ela não atendeu.
Ele suspeitou que Daniela Vieira não queria que ele a acompanhasse.
Francisco Pinto ligou uma vez. Como Daniela Vieira não atendeu, ele não ligou mais. Com o rosto fechado, virou-se, voltou para o carro e ordenou ao motorista:
— Para a empresa!
— Pedi um café para você sem perguntar, espero que não se importe.
Daniela Vieira sentou-se e disse:
— Obrigada pela gentileza, Senhora. Não me importo.
Quando entrou, viu o garçom se afastando da mesa da Senhora Pinto. Os dois cafés deviam ter acabado de chegar.
A Senhora Pinto não colocaria veneno em seu café. Aquela sogra a desprezava, mas não se rebaixaria a esse ponto.
Daniela Vieira colocou a bolsa de lado e olhou para a Senhora Pinto. Não havia afeto entre sogra e nora, então perguntou diretamente:
— Sobre o que a Senhora queria conversar comigo?
— Como vai a sua loja?
A Senhora Pinto não respondeu imediatamente, perguntando primeiro sobre a loja dela.
— A reforma termina em dois dias. Depois de contratar a limpeza, comprar alguns equipamentos e escolher uma data auspiciosa, poderemos inaugurar.
A Senhora Pinto olhou ao redor, observando o ambiente da cafeteria, e disse:— Há muitas cafeterias na Cidade A, a concorrência é acirrada. A Casa de Café é a maior e tem o melhor ambiente da cidade.

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