— Amor, acordou.
Ao abrir os olhos, a primeira coisa que ouviu foi a voz grave de Francisco Pinto.
Daniela Vieira ficou perplexa.
Ela deve ter ouvido errado, como poderia estar ouvindo a voz de Francisco Pinto?
Ela fechou os olhos e os abriu novamente, e de fato viu o rosto bonito de Francisco Pinto. Sua expressão era terna, e seus olhos a fitavam com um calor ardente.
— Amor, está com fome? Quer se levantar para tomar o café da manhã?
Daniela Vieira finalmente recuperou os sentidos. Ela soltou um grito, rolou para o lado e caiu da cama, puxando o cobertor para envolver seu corpo ao ver que Francisco Pinto estava quase nu.
— Francisco, o que você fez comigo ontem à noite?
— Por que você está no meu quarto, e na minha cama!
Daniela Vieira segurou o cobertor com uma mão e apontou para Francisco Pinto com a outra, questionando-o com severidade.
Francisco Pinto sentou-se, com uma expressão inocente.
— Essa é uma pergunta que eu deveria te fazer. O que você fez comigo ontem à noite, não se lembra?
— E mais, este não é o seu quarto, é o meu quarto. É a minha cama. É você que está no meu quarto, na minha cama.
Daniela Vieira olhou rapidamente ao redor do quarto. Sim, era realmente um ambiente desconhecido, não era o seu quarto.
O que ela tinha feito com ele na noite anterior?
Ela não tinha a menor lembrança.
No momento, ela só sentia uma dor de cabeça lancinante, como se sua cabeça fosse explodir.
Além do desconforto da ressaca, não parecia haver nenhum outro incômodo.
Ela e ele, eles ainda não tinham consumado o casamento, certo?
Francisco Pinto levantou-se da cama e parou descalço na frente de Daniela Vieira, apontando para si mesmo.
— Ontem à noite, você me abraçou e não me soltou, dizendo que queria ter vários filhos comigo, um filho parecido comigo e uma filha parecida com você.
— Você disse que queria que fôssemos um casal de verdade, e então começou a arrancar minhas roupas, me beijando, me tocando e tirando minhas roupas...
— Impossível!
— Se você não se lembra de nada, que tal eu te ajudar a refrescar a memória, para que você se lembre do que fez comigo ontem à noite?
— Não precisa, não precisa, eu, eu... vou tomar um banho.
Daniela Vieira recuou apressadamente, e depois de se afastar de Francisco Pinto, arrastou o cobertor dele e saiu correndo.
Ela fugiu do quarto de Francisco Pinto como se estivesse fugindo para salvar a vida. Ao chegar à porta de seu próprio quarto, tentou girar a maçaneta, mas não conseguiu abrir. Só então se lembrou da chave e a tirou apressadamente do bolso da calça para abrir a porta.
Depois de entrar no quarto e trancar a porta, Daniela Vieira caiu em si.
Sua chave ainda estava no bolso da calça, o que significava que ela não havia trocado de roupa. Ao soltar o cobertor e olhar para si mesma, viu que ainda estava usando as roupas do dia anterior.
Se ela e Francisco Pinto tivessem realmente feito aquilo, ela não estaria completamente vestida.
Aquele canalha do Francisco Pinto a estava provocando de propósito!
Canalha!
Ele a assustou de morte.
Ela pensou que eles realmente tinham feito aquilo.

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