O casal Pinto se aproximou, perguntando ansiosamente ao médico.
Ambos temiam ouvir o médico dizer que seu filho realmente não tinha mais jeito.
O urologista falou com cuidado: — O problema do Senhor Pinto é psicológico.
Francisco Pinto não o deixou examiná-lo, apenas lhe disse que a pessoa com quem se casou não era quem ele realmente amava, e por isso não tinham vida de casal.
Mas Francisco Pinto pediu sua ajuda para esconder isso de seus pais.
O médico teve que dizer aquilo.
Bem, estritamente falando, era de fato um problema psicológico de Francisco Pinto.
Senhora Pinto e seu marido se entreolharam.
Problema psicológico?
Quando seu filho sofreu algum trauma psicológico que afetou seus instintos?
— Doutor, no caso do meu filho, o que fazemos?
O médico pensou por um momento e disse: — Quando ele encontrar alguém que desperte uma reação física nele, ele voltará ao normal naturalmente.
Senhora Pinto: ......
— Doutor, Francisco trata muito bem a esposa dele. Ele a perseguiu com fervor, levou meses para conquistá-la. Não deveria haver nenhum bloqueio psicológico em relação a ela.
A resposta do médico não convenceu o Senhor Pinto.
— Senhor Pinto, às vezes, certas coisas não podem ser julgadas apenas pela aparência. De qualquer forma, o corpo do Senhor Pinto está muito saudável. Vocês são os pais dele, é melhor perguntarem a ele.
— Senhor Pinto, está muito tarde, eu vou indo.
O urologista não queria se envolver nos dramas das famílias ricas e logo se despediu.
Se não fosse pela alta remuneração oferecida pelo Senhor Pinto, e pelo fato de ele ser um médico, cujo dever é curar e salvar pessoas, ele não teria vindo.
Quem diria que o resultado seria este.
Desde o dia da visita à família dela, ela nunca abandonou a ideia de se divorciar dele.
Agora ele entendia por que ela se esforçava tanto para ganhar dinheiro e iniciar um negócio: para alcançar a independência financeira e não ser mais controlada por ele através do dinheiro.
E então, se divorciar dele.
Embora ele não fosse concordar com o divórcio e ela não conseguiria se divorciar, mesmo que entrassem com um processo, ele tinha contatos de sobra para ajudar, e o processo de divórcio dela seria perdido.
Mas, ser constantemente confrontado com o divórcio o irritava.
Ele admitia que a usou ao se casar com ela.
Mas agora ele gostava um pouco dela. E já a havia beijado, abraçado. Ela foi a primeira mulher que ele beijou.
Ele não a deixaria ir!
Se ela quisesse o divórcio, só se ele morresse!

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