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Amor Mal Compreendido romance Capítulo 3

Assim que o jantar terminou.

Salete fugiu sem sequer se despedir de seu chefe, Marcos.-

Somente dentro do táxi, Salete se permitiu deixar que a torrente de emoções transparecesse em seu rosto.

Ela havia acabado de chegar a Santa Cruz do Sertão e ainda não alugara um lugar para morar, então estava temporariamente na casa de Eliana Tavares.

Eliana tinha se demitido recentemente, o que era conveniente para ajudá-la a cuidar do filho por alguns dias.

Ela ainda não havia conseguido matricular o filho na creche.

Já passava das dez da noite quando ela voltou para a casa de Eliana.

Assim que entrou, Eliana lhe disse:

— Adilson já dormiu. Ele foi um anjo, tomou banho e foi para a cama sozinho. Não precisei fazer quase nada.

Ao pensar no filho, um sorriso terno surgiu nos lábios de Salete.

— Eliana, muito obrigada por tudo.

Ela mal havia começado na matriz e tinha muitas coisas para resolver, mal conseguindo dar atenção ao filho. Nesses últimos dias, foi Eliana quem a ajudou.

Eliana acenou com a mão:

— Não precisa me agradecer. Adilson é meu afilhado, é como se fosse meu filho também. Cuidar dele é minha obrigação.

Salete sabia que nada neste mundo era obrigação de ninguém.

Eliana era simplesmente uma boa pessoa.

Eliana a havia ajudado muito.

Eliana percebeu que ela não parecia bem.

Puxou-a para se sentar no sofá.

— Venha, me conte o que aconteceu. Alguém te importunou no trabalho?

Salete:

— Não foi isso.

— Então o que foi?

O jantar daquela noite havia esgotado todas as forças de Salete. Naquele momento, ela estava exausta e simplesmente se apoiou no ombro de Eliana para descansar.

— Eliana, eu vi o Maicon.

— O quê?

Eliana, chocada, virou-se bruscamente.

Salete, pega de surpresa, escorregou e caiu em seu colo.

Eliana a ajeitou de volta no sofá.

— Eu ouvi direito? Você viu o Maicon?

Salete assentiu.

Eliana:

— Você tem certeza de que era ele em carne e osso?

Salete procurou por esse ex-namorado por tanto tempo.

Cinco anos sem uma única notícia.

Eliana pensava que ele estava morto.

Salete parecia completamente apática, como se tivesse perdido a alma.

— Não era um fantasma. Era ele mesmo.

— Uma família da alta sociedade. Uma das grandes.

— Você não disse que a família dele tinha um pequeno negócio?

— Sim, foi o que Maicon me disse na época, e eu acreditei.

— Por que ele mentiu para você?

— Naquele tempo, ele estava escondendo sua identidade para ganhar experiência na filial. A empresa onde comecei a trabalhar era da família dele.

— Mas você era a namorada dele. Vocês ficaram juntos por tanto tempo e ele escondeu isso até de você?

Salete deu um sorriso amargo:

— Ele provavelmente queria me testar.

— Droga, que tipo de teste é esse? Se ele tivesse te contado antes, vocês não teriam se separado.

O coração de Salete doía intensamente.

Eliana sentia pena de Salete.

Ela era quem melhor sabia como Salete havia passado por esses anos.

Naquele ano, Salete, grávida, veio a Santa Cruz do Sertão procurá-la.

Pediu sua ajuda para encontrar o paradeiro de Maicon.

Como Maicon havia dito que era de Santa Cruz do Sertão.

Salete começou a perambular pelas ruas.

Ela dizia: "Quem sabe um dia eu e o Maicon não nos encontramos por acaso na rua."

Ela não conseguiu impedi-la, então pediu a amigos próximos que perguntassem por aí.

Olhando para trás agora, era óbvio que ela pertencia a um círculo social diferente do de Maicon, e nenhum de seus amigos o conhecia.

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