Sinal vermelho.
Maicon parou o carro.
No instante em que ergueu os olhos, pareceu ver Salete, talvez de mãos dadas com uma criança.
Quando tentou olhar com mais atenção, eles já não estavam mais lá.
Ele esfregou as têmporas.
Sua cabeça latejava.
Não havia descansado bem nos últimos dias. Estaria tendo alucinações?
Ele devia ter se enganado.
Desde que reencontrou Salete, a imagem dela aparecia em sua mente de tempos em tempos.
À noite, sonhava com ela.
No sonho, Salete o olhava friamente e dizia: "Maicon, não somos compatíveis. Vamos terminar. Quero me casar com um homem rico, sem preocupações financeiras. Você é bonito, mas não tem dinheiro. Lamento, mas não podemos continuar."
Fazia muito tempo que ele não tinha esse tipo de sonho; costumava tê-los logo após o término.
Acordava no meio da noite e não conseguia mais dormir.
Nos últimos dias, a mesma coisa acontecia.
Acordava no meio da noite e não conseguia mais dormir.
Ele se sentia constantemente irritado.
E a culpada por tudo isso era Salete.
...
Salete levou Adilson para jantar em um restaurante antes de voltarem para casa.
Depois que Adilson adormeceu, ela arrumou as coisas dele para a escola no dia seguinte, trabalhando até as onze horas antes de finalmente ir para a cama.
Não importava quão tarde fosse dormir, o relógio biológico de Salete sempre a acordava às seis da manhã.
Ela se levantou para fazer o café da manhã.
Às sete horas.
Adilson se levantou e saiu bocejando:
— Mamãe, bom dia!
Salete se virou com um sorriso terno:
— Bom dia, Adilson!
Adilson era muito independente e conseguia escovar os dentes, lavar o rosto e se vestir sozinho.
Depois de se arrumar, ele se sentava à mesa para tomar o café da manhã por conta própria.
Salete sentia um grande alívio.
Seu filho não lhe dava muito trabalho.
Talvez fosse o anjo que o céu lhe enviara.
Ele estava focado no trabalho.
Marcos não era assim em Solário das Montanhas.
Trocava de mulheres como quem troca de roupa.
A cada poucos dias, alguma mulher aparecia na empresa fazendo uma cena de ciúmes.
Nessas horas, Marcos se escondia e a empurrava para resolver a situação.
As secretárias anteriores de Marcos foram embora por causa disso.
Naquela época, ela tinha acabado de ter um filho e ficou dois anos sem trabalhar.
Quando tentou voltar ao mercado, nenhuma empresa a queria.
Enviou inúmeros currículos, mas todos foram ignorados.
Mais tarde, ela mudou de estratégia e parou de procurar apenas por empregos em sua área de formação; candidatou-se a tudo.
Naquela época, o RH da filial do Grupo Barbosa estava desesperado. Marcos afastava uma secretária atrás da outra.
O RH, seguindo a mesma lógica que ela, começou a atirar para todos os lados.
E a chamaram para uma entrevista, mesmo sem experiência.
Salete estava desesperada por um emprego na época.
Não importava quais fossem as exigências, ela concordava que poderia cumpri-las.
E assim, foi contratada.

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