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Amor Mal Compreendido romance Capítulo 6

No dia seguinte.

O céu se abriu após a chuva.

Era sábado, dia de folga.

Salete levantou-se de manhã e preparou o café da manhã: um mingau, panquecas de ovo e um copo de leite para Adilson.

Depois do café.

Eliana quis levar Salete e o filho de carro para casa.

Salete não permitiu.

— Você está com olheiras enormes. Volte para a cama e descanse. Nós pegamos um táxi.

Eliana não insistiu.

Salete e Adilson voltaram para o apartamento alugado.

A varanda estava alagada, uma bagunça. A janela ficara aberta e, com o vento e a chuva forte de ontem, a água entrou.

As roupas que estavam limpas ficaram sujas novamente.

Salete começou a limpar.

Adilson correu até ela:

— Mamãe, eu te ajudo.

Salete sorriu, as sobrancelhas arqueadas:

— Claro. Que tal você ajudar a mamãe a passar o pano no chão?

— Sim, eu adoro passar o pano no chão.

Salete olhou para o pequeno trabalhando com esforço, e a acidez em seu peito diminuiu um pouco.

Seu filho querido era especialmente compreensivo.

Desde pequeno, ele entendia as dificuldades da mãe e a ajudava por iniciativa própria.

Quando ela estava trabalhando, ele também era muito bem-comportado, não fazia barulho nem a incomodava.

Por não ter com quem deixá-lo, Adilson foi para a creche antes de completar dois anos.

No início, ela temia que Adilson não se adaptasse, que fosse maltratado ou que os professores não fossem responsáveis.

Foi um período de grande preocupação.

Mais tarde, os professores relataram que Adilson era muito obediente e educado, e que não dava trabalho algum.

Os professores adoravam Adilson.

Adilson se adaptou muito bem.

Só então ela ficou tranquila.

Mãe e filho trabalharam por um tempo e finalmente limparam a varanda.

Salete lavou as roupas novamente.

À mão.

No apartamento alugado, a máquina de lavar não havia sido limpa, e ela não se atrevia a usá-la.

Ela comprou uma máquina de lavar nova, que ainda não havia sido entregue.

Assim que a nova máquina fosse instalada, ela poderia usá-la.

Depois de lavar a roupa, já era quase meio-dia.

Salete levou Adilson para comprar legumes no andar de baixo.

Havia uma quitanda do lado de fora do condomínio, o que era conveniente.

Voltaram para casa e começaram a cozinhar.

Criar um filho sozinha era assim: ao chegar em casa, o trabalho nunca parava, sempre havia algo a ser feito.

Mas a mãe sempre se preocupava.

Como nos últimos dias, em que ele queria ficar em casa, mas a mãe insistiu em deixá-lo com a madrinha.

Salete afagou seus cabelos macios:

— Que tal eu te levar ao parque de diversões amanhã?

Ela via que todas as crianças gostavam de ir ao parque de diversões.

Normalmente, ela estava ocupada com o trabalho e não tinha tempo para levá-lo. Amanhã era domingo, e ela estaria livre.

Adilson:

— Não quero ir ao parque de diversões. Me leve ao museu.

Salete ficou sem palavras.

Seu filho tinha apenas quatro anos. Como ele podia não gostar de nada que as crianças gostavam?

Museu.

Ele não achava chato?

Bem, se ele gostava, ela o levaria.

Para sua surpresa.

Adilson adorou.

No começo, ele pediu que ela explicasse as exposições.

Depois, achando que as explicações dela não eram boas o suficiente, pediu que ela baixasse um aplicativo, e ele passeava ouvindo as explicações do software.

Salete o seguia, sentindo-se um pouco perdida.

...

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