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Amor em Silêncio: A Segunda Chance de Alana e Lucca romance Capítulo 5

Alana Lacerda havia bebido um pouco. Ao sair do banheiro, deparou-se com Lucca Farias, que segurava um cigarro entre os dedos. Uma jovem estava encostada em seu peito, olhando para cima, encarando-o.

Lucca Farias retribuía o olhar da moça, com um brilho de doçura nos olhos. Estavam tão próximos que pareciam prestes a se beijar.

Talvez por terem sido interrompidos, Lucca Farias lançou um olhar desagradado na direção de Alana Lacerda. Não esperava, porém, encontrá-la ali.

A moça, confusa, virou-se para ver o que Lucca observava.

Agora Alana Lacerda podia ver claramente o rosto dela: era exatamente o tipo de mulher que Lucca gostava — beleza marcante e delicadeza juvenil, uma verdadeira beldade.

Trocaram olhares por alguns segundos, mas foi Alana Lacerda quem desviou primeiro, fingindo não ter visto nada, e continuou andando.

— Alana Lacerda. — A voz de Lucca Farias era neutra, impossível saber o que sentia.

— Lucca. — Ela parou, a voz igualmente impassível.

Nunca o chamava de “irmão”. Sempre fora apenas Lucca, porque acreditava que assim não soava como se fossem irmãos.

Quando se gosta de alguém, pequenos detalhes importam.

— Já que voltou, venha tomar um drinque conosco. — Lucca Farias a observava, notando o quanto estava mais reservada do que antes, mas não perguntou onde ela estivera todos esses anos.

— Talita já está me esperando lá fora. Depois do voo, estou um pouco cansada — respondeu, dando a entender que precisava descansar.

Lucca Farias ficou surpreso, talvez sem acreditar que ela recusaria. Antigamente, ela sempre aceitava tudo que ele dizia.

Mas Alana Lacerda não se importou com sua reação e foi embora.

— Lucca, quem era ela? — perguntou Rebeca Ramos, que crescera fora do país e só tinha voltado recentemente, sem conhecer Alana Lacerda.

— Não é da sua conta.

……

As vozes atrás dela iam se tornando cada vez mais distantes. Alana Lacerda sorriu de si mesma, um sorriso de autodeboche por já ter sido tão ingênua.

Seguiu em direção à porta e, para sua surpresa, deu de cara com Henrique Ribeiro.

Henrique olhou para ela, visivelmente surpreso.

— Srta. Lacerda? Você voltou!

Sabia que Patrícia Nunes mandara buscá-la. Empurrou a mala até lá.

Um homem de meia-idade desceu do carro e, ao vê-lo, Alana sorriu:

— Seu Bruno!

Era o motorista que sempre a buscava quando morava na família Farias.

— Srta. Lacerda! — disse ele, emocionado ao revê-la.

Alana abriu a porta de trás do carro para entrar. Ao ver quem estava no banco, hesitou por alguns segundos antes de se sentar.

Tentou controlar o coração acelerado, soltando um suspiro. Não esperava que ele estivesse ali também.

Ficou curiosa — já tinham terminado tão cedo? E há pouco ainda a convidara para beber.

Lucca Farias descansava com os olhos fechados, mas ao ouvir o som da porta, permaneceu em silêncio, sem dizer uma palavra.

— Onde esteve nesses três anos? — perguntou Lucca, vendo-a olhar pela janela, tentando puxar assunto.

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