Após resolver os assuntos da Família Vargas, Alan olhou novamente para Alícia.
Alícia estava com o rosto corado, sem aquela aparência doente de antes.
— Alan, você precisa tirar o Rodrigo de lá. Aquela garota, a Karina, enlouqueceu de vez! Como ousa chamar a polícia para prendê-lo?
Otília segurou a mão de Alan, com um tom de voz desolado: — A sua irmã também não teve sorte. Como foi cruzar o caminho daquela desgraçada da Karina? Não sei o que devemos a ela, mas ela arruinou um por um!
— Mãe, não se exalte. Eu darei um jeito no caso do Rodrigo. A senhora só precisa descansar em paz.
O banquete do Rodrigo, hoje, havia se tornado uma piada completa.
Agora, não precisavam apenas pensar no problema do Rodrigo, mas também na reputação da Família Vargas.
— Alan, eu já falei com a mídia. — murmurou Alícia. — Mas e quanto à Karina... Ela não disse que iria cortar laços? E se ela publicar uma declaração?
— Mesmo que nenhum boato vaze, se ela soltar a declaração, não conseguiremos esconder.
Alan apertou os lábios e disse: — Ela não tem como cortar os laços.
Alícia ficou surpresa: — Por que diz isso?
Alan olhou para Otília, e Otília também o encarava.
Ele hesitou por alguns segundos antes de falar lentamente: — Porque a Karina é, na verdade, filha ilegítima do Tiago Franco.
Otília e Alícia arregalaram os olhos instantaneamente.
Elas sempre acreditaram que a Família Franco havia trocado os bebês por engano, e que só não mandaram Karina embora pelos mais de dez anos de afeto na criação.
Mas a verdade era que Karina era a filha bastarda de Tiago!
— Então, aquela mulher e a Joana ao mesmo tempo... Não, a Joana teve um parto prematuro na época...
Alan assentiu: — A minha irmã descobriu a traição do Tiago e, por isso, a gravidez sofreu complicações.
— Que desgraça para a nossa família! Que desgraça!
Otília bateu na mesa, com o coração partido.

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