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Alvorada: O Retorno romance Capítulo 12

— Sra. Karina, de acordo com o contrato, a quebra de acordo exige uma indenização três vezes maior.

— Onde está a sinceridade da Sra. Karina? — O homem barrigudo olhou para Karina com más intenções, empurrando o copo de bebida na direção dela.

Era uma cachaça de altíssima graduação alcoólica, só de entrar na boca queimava terrivelmente, e o seu estômago já dava sinais de desconforto.

Karina não tinha escolha.

A mão de Pedro pousou discretamente sobre a perna de Karina, que, sem demonstrar alteração, a afastou lentamente.

— Eu já trabalhei com a Sra. Franco antes. Cometer um erro tão grave assim... temo que será difícil dar explicações ao Diretor Lopes, não? Por que não vem trabalhar comigo? Eu admiro muito a Sra. Karina.

Karina sentia um enjoo terrível no estômago, reprimindo a todo custo a vontade de acertar um tapa na cara dele.

— Antes de vir, consultei os meus advogados. Um contrato com uma diferença de valor tão absurda pode ser considerado inválido.

Karina desviou da mão de Pedro:

— Se insistirem em forçar a execução do preço no contrato errado, nós é que poderemos processá-los por extorsão.

A expressão de Pedro mudou de repente.

Claro que ele sabia que esse contrato tinha grandes chances de ser inválido, do contrário jamais teria concordado em renegociá-lo.

Mas Karina ia mesmo recusar a honra que ele lhe dava?

Ele ter vindo até ali para assinar novamente um contrato daquele tamanho já era considerar muito a cara de Karina.

— E se eu disser que o Sr. Vasco já me prometeu que, caso as nossas empresas entrem na Justiça, o Grupo Perene vai nos pagar a indenização conforme o contrato?

O homem colocou o registro de chamadas com Vasco bem à vista na mesa.

As pupilas de Karina se contraíram levemente.

Como Vasco se atrevia? Para competir com ela, ele não hesitaria em usar métodos que prejudicavam os interesses da própria empresa?

— Mesmo que o Vasco concorde, o Diretor Lopes não permitiria.

O seu estômago já começava a doer, e o rosto de Karina estava um pouco pálido.

— Se um simples secretário como o Vasco ousou concordar, é claro que ele tem o consentimento tácito do Diretor Lopes por trás.

— Pelo visto, a Sra. Karina não agrada muito ao Diretor Lopes.

O coração de Karina afundou no peito.

Félix preferia perder trinta milhões só para fazê-la ceder, gerar um filho e salvar a vida de Bárbara.

Ele realmente era profundamente apaixonado por Bárbara!

— Por que a Sra. Karina não considera vir para a minha empresa?

Pedro voltou a tocar as costas da mão de Karina, com um olhar malicioso:

— Eu não suportaria ver uma beldade como você sofrendo.

O estômago de Karina doía absurdamente, e até os seus lábios haviam perdido a cor.

— Ou então, se você secar essa garrafa, eu concordo em assinar o novo contrato.

Era uma garrafa de meio litro de destilado.

— Assina se eu beber tudo?

Pedro sorriu com desdém.

Nem um homem adulto conseguiria beber meio litro de uma vez, quem dirá Karina.

Quando Karina estivesse inconsciente de tão bêbada, ele ainda assim faria o que bem entendesse com ela...

Capítulo 12 1

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