— Sra. Franco, já falamos com o seu familiar pelo telefone, fique tranquila.
A enfermeira do pronto-socorro empurrou a maca de Karina para o quarto.
As enfermarias do pronto-socorro eram grandes quartos coletivos.
Karina havia recebido tratamento a tempo e já não corria mais risco de vida.
Ao ouvir as palavras da enfermeira, Karina sentiu um aperto insuportável no peito.
A essa altura dos acontecimentos, ela ainda tinha alguma família que estivesse disposta a vir cuidar dela?
Meia hora depois, Karina recuperou um pouco as forças.
— Sra. Franco, o seu marido está muito longe daqui? — A enfermeira olhou para Karina com uma certa pena.
Então, era para Félix que haviam ligado.
Ela teve uma hemorragia estomacal. No momento, a sua vida estava salva, mas ainda precisaria pagar pelos tratamentos futuros.
Quando se casou, ela mudou o seu contato de emergência para Félix.
Ela acreditava que, ao se casar, bastava um coração cheio de amor para construir um lar. Três anos se passaram, e agora ela via tudo com clareza.
— Eu mesma pago a conta.
Sem responder à pergunta da enfermeira, Karina tirou o celular com certa dificuldade.
— Pode gerar o código para pagamento.
— Sra. Franco, na sua situação, ainda é necessário ter um acompanhante da família.
A enfermeira sugeriu de forma delicada.
Karina havia estudado medicina, como ela não saberia?
O seu estômago já tinha problemas, e o fato de ter ingerido álcool e induzido o vômito logo em seguida causou a nova hemorragia estomacal.
— E os seus outros familiares? Quer que eu ligue para mais alguém da família?
Os olhos de Karina arderam, quase derramando lágrimas, mas antes que pudesse abrir a boca, ouviu uma gritaria do lado de fora.
— Médico! Médico!
Inacreditavelmente, era a voz de Alan.
Karina virou o rosto para olhar e viu Alan entrando correndo na sala de emergência com Alícia nos braços.
— Alan, a minha barriga está doendo muito! Será que eu vou morrer? Buááá! — Alícia tremia encolhida nos braços de Alan.
Médicos e enfermeiros os cercaram imediatamente.



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